Help, I’m alive!
4 Novembro, 2009
Não quero mais brincar de gente grande. Talvez porque o fim da faculdade tá (finalmente) chegando, me vem batendo uma inquietação constante. O que fazer agora? Eu tenho meia dúzia de planos, dos mais variados, que não me apetecem de maneira nenhuma. Li uma vez numa revista que quanto maior o leque de opções, menor será a satisfação obtida com a sua escolha. E acho que aí que mora o maior problema: temos muitas opções.
Há 40 anos atrás, a sequência lógica da minha vida seria faculdade (quando muito!) – casamento – dona-de-casa pro resto da vida, trabalhando de professora. Era fácil. Opressivo e meio deprimente, mas fácil. Já eu tenho diversas possibilidades: pós aqui (sem contar as diversas opções disponíves no universo de pós), pós no exterior (idem, multiplicado pelo número de países passíveis de serem morados), continuar na faculdade e graduar em design gráfico, trabalhar sem fazer nada, trabalhar durante um ano e intercâmbio no ano seguinte, largar o emprego atual e procurar outro, e, bom, não trabalhar em nada(é sempre uma possibilidade).
Some a isso milhões de outros fatores, tais como: pai morando longe, mãe doente e/ou dramática, preguiça e conformismo alternados com empolgação e vontade de mudança, namorado, TPM, salário, medo do futuro, amigos, problemas familiares diversos.
Pronto, você tem uma salada digna de buffet cinco estrelas. Mas no meu estômago só cabe uma!
Could it be you’re really here?
12 Outubro, 2009
É uma dicotomia. É amor versus ódio, da maneira mais peculiar. Ama-se amar, mas odeia-se amar também. Amar te faz vulnerável, te faz depender do sentimento dos outros. Te faz pensar e repensar nas suas ações, nas suas roupas, na escolha do restaurante, no jeito de falar “eu te amo”, no jeito de beijar, nas coisas que você falou ou vai falar. É um tipo de stress constante. “Será que ele olhou na bunda daquela menina?”, “Com quem será que ele já ficou?”, “Será que ele acha que eu beijo bem?”, “Será que ele tá feliz?”, “Será…?”. E se ganhar respostas, estas só te apresentarão mais e mais perguntas. É pensar demais, fritar seu cérebro por causa do seu coração.
Mas amar também é ser brega, dizer que a pessoa amada não atrapalha seu caminho, só melhora, dar risada sozinha no ônibus, sorrir quando vê alguma coisa que marcou. É deixar o outro pagar a conta, mesmo que isso vá contra todos os seus princípios de mulher independente, é passar vergonha e achar bonito, é mandar mensagens bêbadas às 3 da manhã. É acordar de madrugada com uma mensagem inútil, e mesmo assim sorrir porque mensagens inúteis de tal pessoa nunca serão, na sua cabeça, inúteis.
Amar te faz vulnerável, mas te faz sonhar com o futuro, mesmo que o futuro seja o próximo final de semana inteiro dormindo agarradinho no sofá. É uma troca bem justa, considerando os sorrisos sem motivo, a breguice…
Considere.
20 Setembro, 2009
Te fazem querer ser feliz através do trabalho, mas isso é mesmo o mais importante? Já me foi dito “feliz mesmo, você só é fora do trabalho”. Você nunca será feliz trabalhando, isso não existe. Os workaholics e as falsas promessas de felicidade (o tal do fullfilment do inglês) que se fodam.
E o frio na barriga chegou!
17 Julho, 2009
Cada dia mais perto, e parece que finalmente a ficha tá caindo: realmente vamos à Europa, armados de mochilas gigantes, pouco dinheiro, muita empolgação, câmeras digitais, roupas formais e sapatos. Ahn? É. Tenho certeza que essa é uma viagem que vai mudar a minha vida, e apesar do medo (“e se eu passar mal? E se a gente se perder? E se eu ficar muito cansada? E se o dinheiro acabar? E se a gente perder o onibus?”), em algumas horas eu paro, respiro fundo e lembro que este é um sonho de anos, e que é normal se sentir nervosa, mas vai dar tudo certo. Recentemente tenho passado por situações que me mostraram que as coisas não são tão grandes quanto parecem à primeira vista, e que tudo tem solução.
É disso que eu preciso lembrar quando chega o friozinho na barriga.
Sonhos viram realidade sim!
20 Maio, 2009

mamãe! D:
PS: demorou 21 anos, mas foi.
Feliz, ó!
8 Abril, 2009
Sou brega, mas sou feliz.
Com cantadas de pedreiro e tudo mais.
Começou assim…
26 Março, 2009
… com um comentário de fotolog. Melhor ainda, com um joguinho de computador. E hoje olha onde nós chegamos.
A vida tem dessas coisas estranhas. É tanta gente que por acaso entrou na minha vida; maneiras que não fazem nenhum sentido, que são complicadas demais pra explicar. Difícil responder pra outras pessoas novas aquela pergunta simples “E vocês se conhecem de onde?”
E essa pergunta realmente importa?
Home economics fail
8 Dezembro, 2008
Eu definitivamente não tenho jeito pra fazer planejamento financeiro.
Sei planejar várias coisas, sim, e muito bem por sinal, mas definitivamente não a parte financeira.
Aracnofobia
3 Novembro, 2008
Hoje de manhã eu achei uma aranha escondida no meio de uns papéis que ficam do meu lado esquerdo, um pouco mais atrás de onde eu sento no computador. Eu levantei um envelope e ela se enfiou mais fundo nos papéis. Empunhando um chinelo e pouca coragem, eu revirei os papéis de um jeito bem meia-boca e cagão, e não achei a maldita.
Agora eu não consigo parar de olhar por cima do meu ombro.
Planos (simples) do amanhã
17 Setembro, 2008
1. Beber menos café. O café causa enfraquecimento do organismo através da perda de sódio, potássio, cálcio, zinco, magnésio, vitaminas A e C, bem como do complexo B. O consumo aceitável é de 4 pequenas xícaras por dia. Eu tomo cerca de 3 canecas por dia.
2. Comer menos chocolate. Chocolate engorda. Ponto final.
3. Andar no parque. É possível. Mas pra isso…
4. Dormir mais cedo, acordar mais cedo. Aproveitar melhor o dia.
P.S.: Acabei de descobrir que Paramore vem tocar no Tim Festival. Não sou muito fã deles, mas até que gosto. Mas esse ano não tem Tim Festival em Curitiba.