Eu tinha certeza de que era alguma música do Explosions In The Sky no trailer quando eu vi no cinema! É difícil confundir o estilo do EITS (essa guitarrinha solo, hmm). O filme parece muito meio brega, mas colocar essa música no trailer (sei lá se está no filme também) já mereceu minha atenção.

Memory And Humanity

16 Outubro, 2008

São poucas bandas que tem cara e coragem pra fazer álbuns conceito. Funeral For a Friend é uma delas, o álbum “Tales Don’t Tell Themselves” contava a história de um náufrago e sua volta pra casa. Não é preciso falar, mas a galera caiu de pau. Os vocais não eram mais gritados como o melhor álbum da banda até hoje, “Casually Dressed & Deep In Conversation”, e os tais “fãs” não conseguiam mais se relacionar com as letras (uma pena, porque muitas delas são ótimas). Não sei como, mas conseguiram deixar de ouvir com atenção algumas músicas fantásticas e reparar que a banda cresceu. É difícil pras pessoas analisarem uma banda e seus CDs como um conjunto inteiro, ao invés de pedaços. Não, o “Tales…” não soa como o Funeral de “Casually…”, e não era essa a intenção. O que interessa é que a banda saiu e falou “nós podemos fazer outro tipo de música”, e que deve ter aprendido muito com a experiência.

E aprendeu mesmo. Por exemplo, a linha do baixo em “Memory And Humanity” é muito melhor agora, no pós “Tales…”. E o Matt aprendeu a usar sua voz em todo seu potencial.

De qualquer forma, eu também acho que não é o melhor trabalho da banda. É muito bom, sim, mas algumas músicas são bem fracas, irônicamente os dois singles “Kicking and Screaming” e “Waterfront Dance Club”.

Mas o álbum é muito mais coerente como um todo – todas as músicas tem uma identidade que grita “Memory And Humanity”. Não machuca que a arte da capa é fodástica – nisso a banda é bem constante.

E ah, as letras continuam boas como sempre. Quero dizer, o jeito do Matt de escrever sobre emoções cotidianas/a vida só é comparável ao Jesse Lacey do Brand New (mas lembrando que “O Cara” mesmo é o Dustin Kensrue).

“Education was a simple learning curve,
ruined by the lack of anything to use”

Funeral For A Friend – Charlie Don’t Surf

Planos (simples) do amanhã

17 Setembro, 2008

1. Beber menos café. O café causa enfraquecimento do organismo através da perda de sódio, potássio, cálcio, zinco, magnésio, vitaminas A e C, bem como do complexo B. O consumo aceitável é de 4 pequenas xícaras por dia. Eu tomo cerca de 3 canecas por dia.

2. Comer menos chocolate. Chocolate engorda. Ponto final.

3. Andar no parque. É possível. Mas pra isso…

4. Dormir mais cedo, acordar mais cedo. Aproveitar melhor o dia.

P.S.: Acabei de descobrir que Paramore vem tocar no Tim Festival. Não sou muito fã deles, mas até que gosto. Mas esse ano não tem Tim Festival em Curitiba.

Ah, Jesse Lacey.

4 Setembro, 2008

You constantly make it impossible
to make conversation
we’re comatose but audible.
And I liked it the farther I get out.
We pass it off, but it’s all on us.
But a common conversation,
it took everything I got.
And I liked it the farther I got out.

Brand New – Good To Know That If I Ever Need Attention All I Have To Do Is Die

(you’re just jealous cause I’m young and in love)
Eighteen forever
(your stomach’s filled up but you’re starved for conversation)
So we can stay like this forever
(you’re spending all your nights growing old in your bed)
And we’ll never miss a party
(and your tearin’ up your photos ’cause you just wanna forget… it’s over)
cause we keep them going constantly
(you’re just jealous cause I’m young and in love)
And we’ll never have to listen
(your stomachs filled up but you’re starved for conversation)
to anyone about anything cause it’s all been done
(you’re spending all your nights growing old in your bed)
and it’s all been said
(and your tearin’ up your photos cause you wanna forget… it’s over)
We’re the coolest kids and we take what we can get

Brand New – Soco Amaretto Lime

O filho pródigo

11 Fevereiro, 2008

O que te faz gostar de uma música, de uma banda? Pra mim, geralmente, o conteúdo lírico vem antes. Eu não sou muito fã de poemas, e a música é uma certa forma de me relacionar a eles.

O poeta/músico que eu mais admirei nos últimos três ou quatro anos, e ainda admiro, é Dustin Kensrue. É vocalista e letrista do Thrice, banda californiana formada em 1998 (quando ele tinha só 18 anos!) e que tem conteúdo desde sempre. Minha banda favorita, que, tamanha a minha admiração, vai ficar sem comentários por algum tempo… até eu ter um dia inteiro pra escrever sobre eles, senão mais.

Dustin Kensrue

Em 2007, Dustin lançou seu álbum solo chamado Please Come Home, cujos temas são em grande parte católicos. Aliás, mais católicos que seus temas no Thrice, onde ele escreve com mais sutilidade. Tudo bem, porque ele consegue fazer isso de forma esplêndida. Ao contrário de muita gente, ele não pretende impôr sua religião, mas somente passar uma mensagem positiva.

Armado somente com seu violão, sua gaita de boca e sua voz, Dustin vem fazendo shows acústicos há algum tempo. Nessa sessão acústica, feita em 2003, Dustin tocou várias músicas da banda, covers fantásticos e duas músicas que só seriam lançadas quatro anos depois no seu CD solo. O que significa que, cerca de um ano antes de eu ouvir falar de Thrice, ele já estava lá, tocando música boa e sendo bonito(eu tenho uma certa obsessão com ele).

Dustin Kensrue

Então, se você nunca ouviu falar de Dustin Kensrue mas gosta de música acústica, recomendo, e muito, o download da sessão acústica em 22/05/2003 e do CD Please Come Home.

Speak for yourself

14 Janeiro, 2008

“Imogen Heap” é o conjunto de palavras que eu mais digitei nos últimos dias. Encontrei ela por acaso primeiro no cover que Dustin Kensrue fez de “Hide and Seek”, e depois a mesma na trilha sonora do filme “Um beijo a mais”. Britânica, ela é mais conhecida pelo seu trabalho no Frou Frou. Aprendeu a tocar piano na escola, mas guitarra e bateria ela aprendeu sozinha.

Imogen Heap
Imogen Heap, com suas roupas e seu palco pouco convencionais.

Não tive ainda a oportunidade de conferir seu álbum de estréia, “i Megaphone”, mas “Speak for Yourself” é um dos melhores CDs que eu ouvi nos últimos tempos, uma mistura de eletronica, pop e rock. É diferente sem ser enjoativo: as músicas têm a mesma linha de sonoridade, mas são todas muito diferentes. “Headlock” e “Goodnight and Go”, as duas primeiras faixas do álbum, tratam daquele velho assunto do amor, mas as letras são inteligentes. Já “Hide and Seek” apareceu até na série The O.C. – o que pra uns pode ser uma coisa ruim, mas acreditem, não é.

Acho que só mesmo ouvindo para entender, então vão aí os clipes de “Hide and Seek” e de “Goodnight and Go”.

E o álbum pra download, “Speak For Yourself”.

Sweeney Todd
Johnny Depp e Helena Bonham Carter interpretando Sweeney Todd e Mrs. Lovett

“Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street” é uma adaptação do musical de mesmo nome de Stephen Sondheim, e vai aos cinemas essa sexta-feira lá nos EUA.

A história se passa na Londres do século XIX, e o personagem principal, Benjamin Barker, é condenado injustamente à prisão pelo juiz Turpin, que está interessado na mulher do primeiro. Benjamin foge da prisão e retorna a Londres com um novo nome, Sweeney Todd, decidido a matar todos os responsáveis pelo seu imprisionamento. Com a ajuda da mulher que vende “as mais horríveis tortas de Londres”, Mrs. Lovett, Sweeney vai matando todos em sua barbearia e cozinhando-os nas tortas, as quais ganham uma popularidade enorme.

A história, por si só, já é fascinante. Mas quando se descobre que o Trio Maravilha, composto por Tim Burton (diretor), Johnny Depp (Sweeney Todd) e Helena Bonham Carter (Mrs. Lovett) participa, a vontade de ver logo esse filme aumenta. Descobrir ainda que o juiz Turpin é interpretado por Alan Rickman, então, só faz crescer a ansiedade. Infelizmente o musical só chega aqui dia 8 de fevereiro, então o jeito é esperar (ou piratear).

A boa notícia é que eu consegui a trilha sonora oficial, e ela tá prontinha pra baixar aqui, e o trailer oficial segue aí embaixo. Divirta-se.

Acho que é justo falar sobre essa banda tão magnífica no meu primeiro post “oficial”.

Ontem eles fizeram um show ótimo no Curitiba Master Hall. Dessa vez, ao contrário do show que rolou dia 10 de agosto e de todos os outros que rolaram antes por aqui, eles puderam fazer a apresentação completa.

Eu cheguei lá um pouco antes das 9 horas. O ingresso dizia “início as 22:00″. Não preciso dizer que atrasou, e conseguimos entrar as 10:30, torcendo pra que o coitado do Bêca Arruda não tocasse. Ele entrou no palco às 11:20, foi vaiado, tocou Jack Johnson e a pobre mãe dele com certeza deve ter ficado com as orelhas em sangue. Nada contra o estilo roots do cara, mas ninguém estava ali pra ver ele. O guitarrista tinha menos presença de palco que uma múmia, mas a gente releva porque o baixista usava um nariz de palhaço.

Bêca Arruda terminou de tocar lá pelas 11 horas, em meio a muitos gritos de finalmente. Infelizmente, além de um gordinho muito estranho que pensava que uma boa maneira de dar em cima das mulheres é ficar encarando elas, à nossa frente tinha um casal que não parava de se comer. Sério, chega uma hora que cansa, não? Mas acho que aqueles dois estavam treinando pra entrar pro Guinness.

Por fim, anunciaram a banda. Fernando Anitelli entrou no palco declamando a poesia básica de início de show, e eles abriram tocando “O tudo numa coisa só”, seguida de “Camarada d’água”. Nós todos pulamos feito uns retardados e meus pés ainda estão doendo, pisei em muita gente. Veio “Zaluzejo”, com muito teatro e a disputa da platéia com “omovedor” e “carejangrejo”.

Depois, Fernando pegou a guitarra pra tocar “Uma parte que não tinha”, que ficou muito foda com duas malabaristas (porque a trupe cresceu!). Daí ele emendou um pedaço de “Crash Into Me”, enquanto a Gabi descia do palco e ia para o tecido (Uma nota: eu não tenho muita certeza das sequências das músicas). Enquanto a banda tocava “A fé solúvel” no palco escuro, uma luz batia na Gabi fazendo muitas coisas bizarríssimas no tecido.

Enquanto a platéia gritava “GABI! GABI! GABI!”, Fernando anunciou que eles iam tocar uma música nova, chamada “Cidadão de papelão”, que segundo ele tem uma grande influência de Los Hermanos. A música é um pouquinho diferente dos “grandes hits” do TM. É mais parecida com “A fé solúvel” e “Uma parte que não tinha”, e pelo que eu consegui escutar a letra é muito boa (claro). O volume do vocal tava horrível. A apresentação da música foi linda. Eu acho que a galera não curtiu muito a música, mas eu não arrisco nada porque TM no palco é muito diferente de TM no CD.

Eles tocaram então outra música, “O mérito e o monstro”, que eu gostei só pelo título referenciando, sem dúvida, o livro “O médico e o monstro“. Fernando deu uma breve explicação sobre o tema da música: o mérito de trabalhar e o monstro que o trabalho pode ser quando nos tira a capacidade de expressão e pensamento próprio. Ele tocou ambas com a guitarra.

Tocaram então “Ana e o mar”, fizeram o charminho de sair pra galera poder cantar “Só enquanto eu respirar/vou me lembrar de você/só enquanto eu respirar…”. Voltaram, tocaram “Pratododia” com o Rober e a Gabi no trapézio. Como disse a Thais: “cara, ela tá fazendo uma força do caralho e ainda tá sorrindo! Como pode?”. Todo mundo sentou pra ouvir “Realejo”. Veio “Pena”, e pra fechar “O anjo mais velho”. Eles agradeceram todo mundo, e chamaram uma outra banda (de reggae) independente e o Bêca Arruda pra juntar o tudo numa coisa só. O vocal da outra banda falou algumas coisas, um outro cara que parecia Jesus também falou um pouco e o Bêca Arruda falou merda. Eles agradeceram o público e o show acabou.

Não posso dizer quando o Fernando largou a guitarra(não tenho certeza se foi antes ou depois de “Ana e o mar”) e não sei quanto tempo o show durou, mas foi muito bom. Tudo bem, eles não tocaram “A pedra mais alta” nem “Separô”, mas eles anunciaram que o CD novo sai ano que vem, e o show foi muito, muito bom.