A TPM atrapalha…
25 Janeiro, 2009
Faz algum tempo, a Bayer tem feito uma campanha de publicitária divulgando o site www.atpmnaopodeatrapalhar.com.br . Bom, eu fiquei curiosa e entrei pra ver, achei essa crônica da escritora e redatora Tati Bernardes por lá…
Um dia antes
Eu não sei. Se roxo vai bem com preto. Se bolsa amarela tudo bem. Se sapato de boneca pode ser uma opção. Se saio com essa ou aquela amiga. Se fico em casa chorando pelos cantos ou fico chorando fora de casa pelos cantos. Se ele me ama ou odeia. Se tá cedo ou não. Eu só tenho certeza de uma coisa: eu vou morrer. Só pode ser a morte chegando. Essa pancinha inchada que forma no meu intestino. Essa enxaqueca. Os seios doem até quando é alguém menos afetado ou caloroso que me abraça. A nuca dói pesando os ombros. A lombar dói. Aquela veia perto do meu olho direito dói (e pula, fazendo meu olho esquerdo piscar involuntariamente). Meu rim esquerdo dói. E isso não é nada perto da dor na alma. A alma fica num chororô só, sussurrando na minha mente que sou um pouco feia, desajeitada, irresponsável e que essa bolsa amarela com o sapato de boneca foi o erro do ano. Tenho certeza que vou morrer. Se não dá loucura que se encontra a minha mente, certamente do resto todo do corpo que lateja. Pior: o resto todo da humanidade vai morrer. Todos nós vamos morrer! E quando vou ver, lá to eu abraçando algum amigo, parente, porteiro do prédio ou até mesmo minha cachorra, e chorando que nem boba. Mentindo que é rinite. Mas é uma despedida mesmo. Logo cedo tomo banho e acho minha vida completamente errada. Tá tudo errado! E choro. Me acabo. E o velhinho que vende cofrinho de sapo aqui na esquina de casa? Nossa. Isso acaba comigo. Não sei, mas os cofrinhos de sapo me dão uma tristeza! Ai que música bonita essa que está tocando no rádio. Putz. Como é difícil ser mulher. Você sabe que precisa chegar inteira pra reunião, mas aquela música acabou com você. Você chorou da Sumaré até a Berrini e nem sabe o motivo. Desidratou pelos olhos e não consegue levantar um único motivo real. Ao mesmo tempo, poderia fazer agora uma lista gigantesca de motivos sinceros. Mas que ficou fashion entrar no escritório de óculos escuros, ficou. Será que ficou? Mas esses óculos escuros combinam com a bolsa amarela e o sapato de boneca? Não sei, só sei que vou morrer. Eu e todo mundo da sala de reunião. Aí você sai pra almoçar e não consegue escolher entre o molho ao pesto e o com nozes. Escolher é algo quase impossível nesses dias em que você só tem certeza que vai morrer. Mas se existisse a opção “nutella” para molhos, tudo estaria resolvido. É amiga, por alguma razão tão misteriosa quanto a veia que pula fazendo seu olho esquerdo piscar, você adoraria, hoje, morrer comendo uma lasanha de chocolate com nutella. Prato que contribuiria substancialmente para a sua morte. Aí quando vai dando seis da tarde, os homens começam a ficar ansiosos porque o dia está terminando. E dá vontade de ir na mesa deles e falar “ah, você está ansioso porque são seis da tarde? E eu que to ansiosa vinte e quatro horas do meu dia porque todos os horários são seis da tarde? Quer trocar, seu idiota? Aliás, quer morrer no meu lugar, seu idiota?”. Mas cinco segundos depois desse rompante, eu só quero abraçar o cara e chorar. Ou perguntar se ele tem uma nutella na gaveta. Ou se ele acha que bolsa amarela e sapato de boneca combinam. Ou mesmo ganhar um daqueles abraços que machucam o seio. No dia seguinte, você morre. Finalmente. Ou melhor: a sua mulherzinha morre. Você toma um banho prático. Achando a vida prática. Você tá mais viva do que nunca e o resto do mundo idem. Coisa besta esses cofres de sapo. Você chega na reunião tão poderosa que a concorrência se sente esmagada pelo seu sapato de boneca ou fica com vontade de se esconder dentro da sua bolsa amarela. Você não tem problema nenhum. Aliás, tem sim. Um só: tá na hora de trocar o absorvente. Coisa que você faz sem nenhum drama.
Explosions In The Sky no “Austrália”
19 Janeiro, 2009
Eu tinha certeza de que era alguma música do Explosions In The Sky no trailer quando eu vi no cinema! É difícil confundir o estilo do EITS (essa guitarrinha solo, hmm). O filme parece muito meio brega, mas colocar essa música no trailer (sei lá se está no filme também) já mereceu minha atenção.
Home economics fail
8 Dezembro, 2008
Eu definitivamente não tenho jeito pra fazer planejamento financeiro.
Sei planejar várias coisas, sim, e muito bem por sinal, mas definitivamente não a parte financeira.
Já sei onde vou gastar meu dinheiro
10 Novembro, 2008
Que livro, que nada!

Quero um livro
9 Novembro, 2008
“Até mais e obrigado pelos peixes”, “Eu sou o mensageiro” ou “Memórias de minhas putas tristes”?
Eu quero ler os três, obviamente, mas eu quero comprá-los em uma condição decente(leia-se, não de um sebo) e só tenho orçamento pra um. Decisões são tão difíceis.
PS: matei a aranha. Não a esmaguei, deixando todas suas entranhas no chão do meu quarto como era meu plano inicial, mas aspirei ela porque se escondeu num canto meio impossível de ser alcançado. Ahhh, o sabor da vingança…
Aracnofobia
3 Novembro, 2008
Hoje de manhã eu achei uma aranha escondida no meio de uns papéis que ficam do meu lado esquerdo, um pouco mais atrás de onde eu sento no computador. Eu levantei um envelope e ela se enfiou mais fundo nos papéis. Empunhando um chinelo e pouca coragem, eu revirei os papéis de um jeito bem meia-boca e cagão, e não achei a maldita.
Agora eu não consigo parar de olhar por cima do meu ombro.
Memory And Humanity
16 Outubro, 2008

São poucas bandas que tem cara e coragem pra fazer álbuns conceito. Funeral For a Friend é uma delas, o álbum “Tales Don’t Tell Themselves” contava a história de um náufrago e sua volta pra casa. Não é preciso falar, mas a galera caiu de pau. Os vocais não eram mais gritados como o melhor álbum da banda até hoje, “Casually Dressed & Deep In Conversation”, e os tais “fãs” não conseguiam mais se relacionar com as letras (uma pena, porque muitas delas são ótimas). Não sei como, mas conseguiram deixar de ouvir com atenção algumas músicas fantásticas e reparar que a banda cresceu. É difícil pras pessoas analisarem uma banda e seus CDs como um conjunto inteiro, ao invés de pedaços. Não, o “Tales…” não soa como o Funeral de “Casually…”, e não era essa a intenção. O que interessa é que a banda saiu e falou “nós podemos fazer outro tipo de música”, e que deve ter aprendido muito com a experiência.
E aprendeu mesmo. Por exemplo, a linha do baixo em “Memory And Humanity” é muito melhor agora, no pós “Tales…”. E o Matt aprendeu a usar sua voz em todo seu potencial.
De qualquer forma, eu também acho que não é o melhor trabalho da banda. É muito bom, sim, mas algumas músicas são bem fracas, irônicamente os dois singles “Kicking and Screaming” e “Waterfront Dance Club”.
Mas o álbum é muito mais coerente como um todo – todas as músicas tem uma identidade que grita “Memory And Humanity”. Não machuca que a arte da capa é fodástica – nisso a banda é bem constante.
E ah, as letras continuam boas como sempre. Quero dizer, o jeito do Matt de escrever sobre emoções cotidianas/a vida só é comparável ao Jesse Lacey do Brand New (mas lembrando que “O Cara” mesmo é o Dustin Kensrue).
“Education was a simple learning curve,
ruined by the lack of anything to use”Funeral For A Friend – Charlie Don’t Surf
Corre, iPhone, corre!
24 Setembro, 2008
Tá, não tem nada de muito novo. Por enquanto. Com o código aberto a Google nem precisa fazer mais nada mesmo.
Na verdade, a melhor parte mesmo é a integração email/telefone. Vai dizer, você quer o endereço da pessoa e com uns dois ou três toques aparece não só o endereço, mas o mapa pra você chegar lá e a pizzaria mais próxima pra você pegar uma pizza no caminho. Demais.
Ah, e não machuca que o desenho do telefone é bonitinho também! Olha o Streetview!
E pra ver mais, tem o canal dos desenvolvedores do android no youtube.
Adicionado ao sonho de consumo (atrás de 1289234329857498 itens, mas susse!).
Planos (simples) do amanhã
17 Setembro, 2008
1. Beber menos café. O café causa enfraquecimento do organismo através da perda de sódio, potássio, cálcio, zinco, magnésio, vitaminas A e C, bem como do complexo B. O consumo aceitável é de 4 pequenas xícaras por dia. Eu tomo cerca de 3 canecas por dia.
2. Comer menos chocolate. Chocolate engorda. Ponto final.
3. Andar no parque. É possível. Mas pra isso…
4. Dormir mais cedo, acordar mais cedo. Aproveitar melhor o dia.
P.S.: Acabei de descobrir que Paramore vem tocar no Tim Festival. Não sou muito fã deles, mas até que gosto. Mas esse ano não tem Tim Festival em Curitiba.