Acho que é justo falar sobre essa banda tão magnífica no meu primeiro post “oficial”.
Ontem eles fizeram um show ótimo no Curitiba Master Hall. Dessa vez, ao contrário do show que rolou dia 10 de agosto e de todos os outros que rolaram antes por aqui, eles puderam fazer a apresentação completa.
Eu cheguei lá um pouco antes das 9 horas. O ingresso dizia “início as 22:00″. Não preciso dizer que atrasou, e conseguimos entrar as 10:30, torcendo pra que o coitado do Bêca Arruda não tocasse. Ele entrou no palco às 11:20, foi vaiado, tocou Jack Johnson e a pobre mãe dele com certeza deve ter ficado com as orelhas em sangue. Nada contra o estilo roots do cara, mas ninguém estava ali pra ver ele. O guitarrista tinha menos presença de palco que uma múmia, mas a gente releva porque o baixista usava um nariz de palhaço.
Bêca Arruda terminou de tocar lá pelas 11 horas, em meio a muitos gritos de finalmente. Infelizmente, além de um gordinho muito estranho que pensava que uma boa maneira de dar em cima das mulheres é ficar encarando elas, à nossa frente tinha um casal que não parava de se comer. Sério, chega uma hora que cansa, não? Mas acho que aqueles dois estavam treinando pra entrar pro Guinness.
Por fim, anunciaram a banda. Fernando Anitelli entrou no palco declamando a poesia básica de início de show, e eles abriram tocando “O tudo numa coisa só”, seguida de “Camarada d’água”. Nós todos pulamos feito uns retardados e meus pés ainda estão doendo, pisei em muita gente. Veio “Zaluzejo”, com muito teatro e a disputa da platéia com “omovedor” e “carejangrejo”.
Depois, Fernando pegou a guitarra pra tocar “Uma parte que não tinha”, que ficou muito foda com duas malabaristas (porque a trupe cresceu!). Daí ele emendou um pedaço de “Crash Into Me”, enquanto a Gabi descia do palco e ia para o tecido (Uma nota: eu não tenho muita certeza das sequências das músicas). Enquanto a banda tocava “A fé solúvel” no palco escuro, uma luz batia na Gabi fazendo muitas coisas bizarríssimas no tecido.
Enquanto a platéia gritava “GABI! GABI! GABI!”, Fernando anunciou que eles iam tocar uma música nova, chamada “Cidadão de papelão”, que segundo ele tem uma grande influência de Los Hermanos. A música é um pouquinho diferente dos “grandes hits” do TM. É mais parecida com “A fé solúvel” e “Uma parte que não tinha”, e pelo que eu consegui escutar a letra é muito boa (claro). O volume do vocal tava horrível. A apresentação da música foi linda. Eu acho que a galera não curtiu muito a música, mas eu não arrisco nada porque TM no palco é muito diferente de TM no CD.
Eles tocaram então outra música, “O mérito e o monstro”, que eu gostei só pelo título referenciando, sem dúvida, o livro “O médico e o monstro“. Fernando deu uma breve explicação sobre o tema da música: o mérito de trabalhar e o monstro que o trabalho pode ser quando nos tira a capacidade de expressão e pensamento próprio. Ele tocou ambas com a guitarra.
Tocaram então “Ana e o mar”, fizeram o charminho de sair pra galera poder cantar “Só enquanto eu respirar/vou me lembrar de você/só enquanto eu respirar…”. Voltaram, tocaram “Pratododia” com o Rober e a Gabi no trapézio. Como disse a Thais: “cara, ela tá fazendo uma força do caralho e ainda tá sorrindo! Como pode?”. Todo mundo sentou pra ouvir “Realejo”. Veio “Pena”, e pra fechar “O anjo mais velho”. Eles agradeceram todo mundo, e chamaram uma outra banda (de reggae) independente e o Bêca Arruda pra juntar o tudo numa coisa só. O vocal da outra banda falou algumas coisas, um outro cara que parecia Jesus também falou um pouco e o Bêca Arruda falou merda. Eles agradeceram o público e o show acabou.
Não posso dizer quando o Fernando largou a guitarra(não tenho certeza se foi antes ou depois de “Ana e o mar”) e não sei quanto tempo o show durou, mas foi muito bom. Tudo bem, eles não tocaram “A pedra mais alta” nem “Separô”, mas eles anunciaram que o CD novo sai ano que vem, e o show foi muito, muito bom.