O filho pródigo

O que te faz gostar de uma música, de uma banda? Pra mim, geralmente, o conteúdo lírico vem antes. Eu não sou muito fã de poemas, e a música é uma certa forma de me relacionar a eles.

O poeta/músico que eu mais admirei nos últimos três ou quatro anos, e ainda admiro, é Dustin Kensrue. É vocalista e letrista do Thrice, banda californiana formada em 1998 (quando ele tinha só 18 anos!) e que tem conteúdo desde sempre. Minha banda favorita, que, tamanha a minha admiração, vai ficar sem comentários por algum tempo… até eu ter um dia inteiro pra escrever sobre eles, senão mais.

Dustin Kensrue

Em 2007, Dustin lançou seu álbum solo chamado Please Come Home, cujos temas são em grande parte católicos. Aliás, mais católicos que seus temas no Thrice, onde ele escreve com mais sutilidade. Tudo bem, porque ele consegue fazer isso de forma esplêndida. Ao contrário de muita gente, ele não pretende impôr sua religião, mas somente passar uma mensagem positiva.

Armado somente com seu violão, sua gaita de boca e sua voz, Dustin vem fazendo shows acústicos há algum tempo. Nessa sessão acústica, feita em 2003, Dustin tocou várias músicas da banda, covers fantásticos e duas músicas que só seriam lançadas quatro anos depois no seu CD solo. O que significa que, cerca de um ano antes de eu ouvir falar de Thrice, ele já estava lá, tocando música boa e sendo bonito(eu tenho uma certa obsessão com ele).

Dustin Kensrue

Então, se você nunca ouviu falar de Dustin Kensrue mas gosta de música acústica, recomendo, e muito, o download da sessão acústica em 22/05/2003 e do CD Please Come Home.

Skins

Há quem compare Skins com The O.C. Essas pessoas tem, provavelmente, uma grande variedade de problemas e incapacidades mentais. Skins é possivelmente uma das melhores séries dramáticas de todos os tempos, só perde pra LOST.

Acho que o que me faz gostar tanto dessa série é que é muito fácil de se identificar com os personagens. Quem não tem amigos que usam drogas? Anoréxicos? Manipuladores? Rabugentos? Quem não vai a festas e se acaba? Quem não conhece riquinhos metidos? Skins tem tudo isso.

Enquanto o episódio do The O.C. em que o Seth fuma seu primeiro baseado rendeu muita polêmica, Sid, o nerd do grupo vai à casa de um traficante e compra 90 gramas de maconha pra revender logo no primeiro episódio de Skins.

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Skins é um festival de diferenças, mas não é muito diferente da realidade.

A série chocou muitos pais britânicos, e até deu prejuízo para a família de uma garota que deu uma festa a la Skins em sua casa, anunciada pelo MySpace dela. Isso porque o vídeo promocional da série mostra uma festa destruidora ao som de “Standing in the way of control“, do Gossip. Aliás, a trilha sonora da série é outra pérola.

Cada episódio se foca em um personagem - não muito diferente de LOST, nesse quesito - mas a série tem só 10 episódios, que são muito mais intensos, e os escritores não dão ponto sem nó: tudo tem algum motivo pra acontecer.

Os primeiros 5 minutos do primeiro basicamente nos dão as características diferenciais personagens principais (menos a Cassie): Tony, o líder confiante; Sid, o nerd (virgem) que só se fode; Michelle, a gostosona; Jal, a mal-humorada; Anwar, o muçulmano tarado; Chris, o porra-louca; Maxxie, o gay artista; Effy, a misteriosa irmã caçula de Tony. Depois nós descobrimos Abigail, a riquinha que se acha “super”; Kenneth, que não consegue decidir entre falar como mano ou como intelectual; e Cassie, a louca anoréxica. Mas eles não se definem só por isso, felizmente.

Skins é uma série sobre ser adolescente, porém isso não significa que os temas tratados sejam infantis, longe disso. Família, drogas, morte, vingança, preconceito… esses com certeza não são assuntos de criança.

Ah, o verão.

verão

Sabe, eu tenho sentimentos conflitantes em relação ao verão. Eu sou muito mais pipoca e um filme debaixo do cobertor do que tomar sol e sorvete na praia.

Mas é no verão que se faz muito mais merda, independente da temperatura. Voltar as 10:30 da manhã de um churras em Colombo? Atravessar o ferryboat à 1 da manhã só pra ver o movimento?

Essas coisas não se faz no inverno.

Eu gosto muito do frio, mas eu gosto bastante do verão.

Speak for yourself

“Imogen Heap” é o conjunto de palavras que eu mais digitei nos últimos dias. Encontrei ela por acaso primeiro no cover que Dustin Kensrue fez de “Hide and Seek”, e depois a mesma na trilha sonora do filme “Um beijo a mais”. Britânica, ela é mais conhecida pelo seu trabalho no Frou Frou. Aprendeu a tocar piano na escola, mas guitarra e bateria ela aprendeu sozinha.

Imogen Heap
Imogen Heap, com suas roupas e seu palco pouco convencionais.

Não tive ainda a oportunidade de conferir seu álbum de estréia, “i Megaphone”, mas “Speak for Yourself” é um dos melhores CDs que eu ouvi nos últimos tempos, uma mistura de eletronica, pop e rock. É diferente sem ser enjoativo: as músicas têm a mesma linha de sonoridade, mas são todas muito diferentes. “Headlock” e “Goodnight and Go”, as duas primeiras faixas do álbum, tratam daquele velho assunto do amor, mas as letras são inteligentes. Já “Hide and Seek” apareceu até na série The O.C. - o que pra uns pode ser uma coisa ruim, mas acreditem, não é.

Acho que só mesmo ouvindo para entender, então vão aí os clipes de “Hide and Seek” e de “Goodnight and Go”.

E o álbum pra download, “Speak For Yourself”.

Livros.

Os lidos em 2007, excetuando os Harry Potters antigos que eu reli. Bem longe da minha meta de ler uns 50, mas eu admito que é tudo culpa minha - no meio do ano eu fiquei um tempão sem pegar num livro…

Crônica de uma morte anunciada, Gabriel García Márquez
A sangue frio, Truman Capote
O caso dos dez negrinhos, Agatha Christie
Hora zero, Agatha Christie
O veneno da madrugada, Gabriel García Márquez
O caçador de pipas, Khaled Hosseini
The Picture of Dorian Gray, Oscar Wilde - não terminado
Artemis Fowl - A vingança de Opala, Eoin Colfer
Harry Potter and the Deathly Hallows, J.K. Rowling
O Segredo, Rhonda Byrne
O estranho caso do cachorro morto, Mark Haddon
O guia do mochileiro das galáxias, Douglas Adams
O restaurante no fim do universo, Douglas Adams
A vida, o universo e tudo o mais, Douglas Adams
A menina que roubava livros, Markus Zusak
A cidade do sol, Khaled Hosseini
A bússola de ouro, Phillip Pullman

E alguns que eu pretendo ler em 2008:

A faca sutil, Phillip Pullman
A luneta âmbar, Phillip Pullman
Até mais e obrigado pelos peixes, Douglas Adams
Praticamente inofensiva, Douglas Adams
Eu sou o mensageiro, Markus Zusak
A revolução dos bichos, George Orwell
Memórias de minhas putas tristes, Gabriel García Márquez
A mulher do viajante do tempo, Audrey Niffenegger
Crime e castigo, Fyodor Dostoevsky
O príncipe, Niccolò Machiaveli
O advogado, John Grisham

Sugestões serão sempre bem-vindas. :)

Trilha sonora de “Sweeney Todd”

Sweeney Todd
Johnny Depp e Helena Bonham Carter interpretando Sweeney Todd e Mrs. Lovett

“Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street” é uma adaptação do musical de mesmo nome de Stephen Sondheim, e vai aos cinemas essa sexta-feira lá nos EUA.

A história se passa na Londres do século XIX, e o personagem principal, Benjamin Barker, é condenado injustamente à prisão pelo juiz Turpin, que está interessado na mulher do primeiro. Benjamin foge da prisão e retorna a Londres com um novo nome, Sweeney Todd, decidido a matar todos os responsáveis pelo seu imprisionamento. Com a ajuda da mulher que vende “as mais horríveis tortas de Londres”, Mrs. Lovett, Sweeney vai matando todos em sua barbearia e cozinhando-os nas tortas, as quais ganham uma popularidade enorme.

A história, por si só, já é fascinante. Mas quando se descobre que o Trio Maravilha, composto por Tim Burton (diretor), Johnny Depp (Sweeney Todd) e Helena Bonham Carter (Mrs. Lovett) participa, a vontade de ver logo esse filme aumenta. Descobrir ainda que o juiz Turpin é interpretado por Alan Rickman, então, só faz crescer a ansiedade. Infelizmente o musical só chega aqui dia 8 de fevereiro, então o jeito é esperar (ou piratear).

A boa notícia é que eu consegui a trilha sonora oficial, e ela tá prontinha pra baixar aqui, e o trailer oficial segue aí embaixo. Divirta-se.

Novo trailer de “O Cavaleiro das Trevas”

A continuação de “Batman Begins” só sai dia 18 de Julho do ano que vem, mas o trailer saiu ontem.

Uma possível atuação fantástica do Heath Ledger, tomara que prove a todos que ele não serve só pra comédias românticas.

O Teatro Mágico no Curitiba Master Hall

Acho que é justo falar sobre essa banda tão magnífica no meu primeiro post “oficial”.

Ontem eles fizeram um show ótimo no Curitiba Master Hall. Dessa vez, ao contrário do show que rolou dia 10 de agosto e de todos os outros que rolaram antes por aqui, eles puderam fazer a apresentação completa.

Eu cheguei lá um pouco antes das 9 horas. O ingresso dizia “início as 22:00″. Não preciso dizer que atrasou, e conseguimos entrar as 10:30, torcendo pra que o coitado do Bêca Arruda não tocasse. Ele entrou no palco às 11:20, foi vaiado, tocou Jack Johnson e a pobre mãe dele com certeza deve ter ficado com as orelhas em sangue. Nada contra o estilo roots do cara, mas ninguém estava ali pra ver ele. O guitarrista tinha menos presença de palco que uma múmia, mas a gente releva porque o baixista usava um nariz de palhaço.

Bêca Arruda terminou de tocar lá pelas 11 horas, em meio a muitos gritos de finalmente. Infelizmente, além de um gordinho muito estranho que pensava que uma boa maneira de dar em cima das mulheres é ficar encarando elas, à nossa frente tinha um casal que não parava de se comer. Sério, chega uma hora que cansa, não? Mas acho que aqueles dois estavam treinando pra entrar pro Guinness.

Por fim, anunciaram a banda. Fernando Anitelli entrou no palco declamando a poesia básica de início de show, e eles abriram tocando “O tudo numa coisa só”, seguida de “Camarada d’água”. Nós todos pulamos feito uns retardados e meus pés ainda estão doendo, pisei em muita gente. Veio “Zaluzejo”, com muito teatro e a disputa da platéia com “omovedor” e “carejangrejo”.

Depois, Fernando pegou a guitarra pra tocar “Uma parte que não tinha”, que ficou muito foda com duas malabaristas (porque a trupe cresceu!). Daí ele emendou um pedaço de “Crash Into Me”, enquanto a Gabi descia do palco e ia para o tecido (Uma nota: eu não tenho muita certeza das sequências das músicas). Enquanto a banda tocava “A fé solúvel” no palco escuro, uma luz batia na Gabi fazendo muitas coisas bizarríssimas no tecido.

Enquanto a platéia gritava “GABI! GABI! GABI!”, Fernando anunciou que eles iam tocar uma música nova, chamada “Cidadão de papelão”, que segundo ele tem uma grande influência de Los Hermanos. A música é um pouquinho diferente dos “grandes hits” do TM. É mais parecida com “A fé solúvel” e “Uma parte que não tinha”, e pelo que eu consegui escutar a letra é muito boa (claro). O volume do vocal tava horrível. A apresentação da música foi linda. Eu acho que a galera não curtiu muito a música, mas eu não arrisco nada porque TM no palco é muito diferente de TM no CD.

Eles tocaram então outra música, “O mérito e o monstro”, que eu gostei só pelo título referenciando, sem dúvida, o livro “O médico e o monstro“. Fernando deu uma breve explicação sobre o tema da música: o mérito de trabalhar e o monstro que o trabalho pode ser quando nos tira a capacidade de expressão e pensamento próprio. Ele tocou ambas com a guitarra.

Tocaram então “Ana e o mar”, fizeram o charminho de sair pra galera poder cantar “Só enquanto eu respirar/vou me lembrar de você/só enquanto eu respirar…”. Voltaram, tocaram “Pratododia” com o Rober e a Gabi no trapézio. Como disse a Thais: “cara, ela tá fazendo uma força do caralho e ainda tá sorrindo! Como pode?”. Todo mundo sentou pra ouvir “Realejo”. Veio “Pena”, e pra fechar “O anjo mais velho”. Eles agradeceram todo mundo, e chamaram uma outra banda (de reggae) independente e o Bêca Arruda pra juntar o tudo numa coisa só. O vocal da outra banda falou algumas coisas, um outro cara que parecia Jesus também falou um pouco e o Bêca Arruda falou merda. Eles agradeceram o público e o show acabou.

Não posso dizer quando o Fernando largou a guitarra(não tenho certeza se foi antes ou depois de “Ana e o mar”) e não sei quanto tempo o show durou, mas foi muito bom. Tudo bem, eles não tocaram “A pedra mais alta” nem “Separô”, mas eles anunciaram que o CD novo sai ano que vem, e o show foi muito, muito bom.

E cá estou eu de novo…

Confesso que não sei qual o número dessa tentativa de blog. Quem sabe dessa vez eu consiga postar com uma certa frequência durante um bom tempo. Quem sabe?

Eu não tinha mais nenhuma pretensão em escrever em blogs de novo. Mas de uns tempos pra cá me deu vontade de dar minha opinião sobre os CDs que eu ando escutando, os livros que eu tenho lido…

Agora eu já sou uma pessoa séria, veja bem. Eu não tenho mais a velha desculpa de não ler os livros porque não tenho dinheiro pra comprá-los, e essa desculpa nem era tão válida assim. Certas coisas não faltam na minha casa, como livros.

Então, será que dessa vez eu consigo?