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	<title>Life on a plate</title>
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		<title>Impedimento</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Oct 2011 00:19:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ligya</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Final do segundo tempo, zero a zero. O centro avante lança a bola para o atacante, que corre, corre, corre. O zagueiro do time adversário dormiu no ponto, e agora corre pra alcançar o atacante, em vão. Ao mesmo tempo que a bola passa por cima do goleiro, num chapéu espetacular, o zagueiro dorminhoco ergue [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ligya.wordpress.com&amp;blog=2320267&amp;post=177&amp;subd=ligya&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Final do segundo tempo, zero a zero. O centro avante lança a bola para o atacante, que corre, corre, corre. O zagueiro do time adversário dormiu no ponto, e agora corre pra alcançar o atacante, em vão. Ao mesmo tempo que a bola passa por cima do goleiro, num chapéu espetacular, o zagueiro dorminhoco ergue o braço <em>exigindo</em> o impedimento.</p>
<p>Essa cena é bem comum, inclusive fora do campo.</p>
<p>Há uma mentalidade que me parece especialmente abundante neste país: todo mundo pensa que ninguém merece o que recebe. Seja na escola, porque eu tirei uma nota maior que o meu amiguinho, seja no trabalho, porque meu salário é maior que o do colega, as pessoas vivem querendo o <em>impedimento</em> das outras. Não foram elas mesmas que não correram o suficiente, mas eu que tirei vantagem da situação. É uma mentalidade de desprezo. Vivemos exigindo dos outros respeito à nossa profissão, qualquer que seja ela, mas constantemente desvalorizamos o trabalho dos outros, julgando-o menos importante, e consequentemente menos valioso, que o nosso.</p>
<p>O zagueiro não quer saber se o atacante fez mais treinos de corrida do que ele: é óbvio que ele que o bandeira não marcou o impedimento. Meu amiguinho na escola não quer saber se eu estudei enquanto ele jogava videogame: é óbvio que o professor é injusto. E meu colega de trabalho não quer saber se eu fiz horas extras, me dediquei mais ao meu trabalho: é claro que ele merece o mesmo salário que o meu por ter passado o dia inteiro no facebook.</p>
<p>Eu acho que essa é a essência do errado neste país. Todo mundo acha que vai ter um carro bonito, uma boa casa, um sistema de saúde bom, boas estradas, simplesmente por existir e reclamar. Não acho que os alemães da Volkswagen fizeram carros furrebas e esperaram as pessoas comprarem os carros deles. Não acho que os franceses tenham um sistema que valoriza o trabalhador sem terem feito nada. Não acho que grandes empresas como a Siemens e a Electrolux foram criadas enquanto os suecos invejavam a Volkswagen dos alemães. Eu acho que eles cuidaram mais da vida deles mesmos, e foram à luta.</p>
<p>Você pode achar o McDonald&#8217;s uma porcaria de comida para americanos gordos, cujo hamburguer já foi melhor, cujo pão era maior, etc etc., mas quando te dá uma vontade de um N°1 com Coca Zero, quem fica com o seu dinheiro são eles.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ligya.wordpress.com/177/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ligya.wordpress.com/177/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ligya.wordpress.com/177/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ligya.wordpress.com/177/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ligya.wordpress.com/177/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ligya.wordpress.com/177/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ligya.wordpress.com/177/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ligya.wordpress.com/177/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ligya.wordpress.com/177/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ligya.wordpress.com/177/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ligya.wordpress.com/177/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ligya.wordpress.com/177/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ligya.wordpress.com/177/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ligya.wordpress.com/177/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ligya.wordpress.com&amp;blog=2320267&amp;post=177&amp;subd=ligya&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;Isso é água.&#8221; &#8211; O discurso de David Foster Wallace na Kenyon College</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Oct 2011 16:05:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ligya</dc:creator>
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		<description><![CDATA[David Foster Wallace foi um escritor americano que sofria de depressão crônica, mais conhecido pelo seu livro Infinite Jest. Wallace fez o discurso de abertura da colação de grau da turma de 2005 da Kenyon College, discurso este que causou tanto impacto que foi lançado como livro em 2009, um ano após ele ter cometido [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ligya.wordpress.com&amp;blog=2320267&amp;post=167&amp;subd=ligya&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>David Foster Wallace foi um escritor americano que sofria de depressão crônica, mais conhecido pelo seu livro Infinite Jest. Wallace fez o discurso de abertura da colação de grau da turma de 2005 da Kenyon College, discurso este que causou tanto impacto que foi lançado como livro em 2009, um ano após ele ter cometido suicídio. A parte chata, neste caso, é que o discurso foi alterado à revelia dos editores, cortando partes importantes e interessantes do discurso. Mas, graças à internet, o discurso está <a title="This is Water - Part 1" href="http://www.youtube.com/watch?v=M5THXa_H_N8" target="_blank">disponível em áudio no Youtube</a>, e num <a title="Transcription of the 2005 Kenyon Commencement Address - May 21, 2005" href="http://web.archive.org/web/20080213082423/http://www.marginalia.org/dfw_kenyon_commencement.html" target="_blank">transcrito que ficou online tempo suficiente para ser arquivado</a>. Abaixo, está a minha tradução para esse transcrito, pois não achei nenhuma tradução da versão original do discurso.</p>
<blockquote><p>Estes dois jovens peixes estão nadando por aí, e por acaso encontram um peixe mais velho nadando na direção contrária, que acena para eles e diz “Bom dia, meninos, como está a água?” E os dois jovens peixes continuam nadando por um tempo, até que eventualmente um deles olha para o outro e fala: “O que diabos é água?”</p>
<p>Esse é um requerimento padrão dos discursos de colação de grau norte-americanos, o emprego de pequenas histórias meio enigmáticas. O conto acaba sendo um dos melhores, menos encheção de linguiça do gênero, mas se você está preocupado que eu planejo me apresentar aqui como o velho peixe sábio explicando o que é água para vocês jovens peixes, por favor, não fique. Eu não sou o velho peixe sábio. O objetivo da história dos peixes é que as mais óbvias e importantes realidades são muitas vezes as mais difíceis de serem vistas e discutidas. Exposto como uma sentença em inglês, é claro que isso é somente uma  platitude banal, mas o fato é que nas trincheiras do dia-a-dia da existência adulta, platitudes banais podem ter uma importância de vida ou morte, ou é isso que eu desejo sugerir nessa manhã linda e seca.</p>
<p>É claro que o principal requerimento de discursos como esse é que eu devo falar sobre o significado da sua educação em artes liberais, devo tentar explicar por que o diploma que vocês estão prestes a receber tem um valor humano real ao invés de somente retorno material. Então vamos falar sobre o cliché mais difundido nos discursos de colação de grau, que diz que uma educação em artes liberais não se trata apenas de te encher de conhecimento mas sim serve para te “ensinar a pensar”. Se você é como eu era quando estudante, você nunca gostou de escutar isso, e você tende a se sentir um pouco insultado pela afirmação de que você precisou que alguém te ensinasse a pensar, já que o fato de você ter entrado numa faculdade tão boa como essa parece uma prova de que você já sabe como pensar. Mas eu vou mostrar para você que o cliché das artes liberais acaba não sendo ofensivo, porque a parte significante da educação em pensar que nós devemos receber num lugar como esse, não diz respeito à capacidade de pensar, mas sim à <em>escolha</em> sobre o que pensar. Se seu total livre arbítrio sobre o que pensar parece muito óbvio para perder tempo discutindo, peço que pense sobre peixes e água, e que deixe de lado por apenas alguns minutos seu ceticismo sobre o valor do totalmente óbvio.</p>
<p>Aqui vai uma outra historinha didática. Lá estão dois caras sentados num bar numa parte remota do Alaska. Um dos caras é religioso, e o outro ateísta, e os dois estão discutindo a existencia de Deus com aquela intensidade especial que aparece mais ou menos depois da quarta cerveja. E o ateu diz: “Olha, não é como se eu não tivesse razões para não acreditar em Deus. Não é como se eu nunca tivesse experiência com essas coisas Deus e rezar. Mês passado mesmo eu saí do acampamento naquela terrível nevasca, e eu estava totalmente perdido e eu não conseguia ver nada, e estava 10° abaixo de zero, e então eu tentei: eu me ajoelhei na neve e gritei ‘Oh, Deus, se existe um Deus, eu estou perdido nessa nevasca, e eu vou morrer se você não me ajudar.” E agora, no bar, o religioso olha para o ateu, confuso.  “Bem, então você deve acreditar agora,” ele diz, “afinal de contas, você está aqui, vivo.” O ateu apenas vira os olhos. “Não, cara, tudo que aconteceu foi que uns Eskimos estavam passando e me mostraram o caminho de volta para o acampamento.”</p>
<p>É facil passar essa história por um tipo de análise padrão das artes liberais: a mesma experiência pode significar duas coisas totalmente diferentes para duas pessoas diferentes, dadas as duas diferentes crenças e duas diferentes maneiras de construir significados a partir de experiências destas pessoas. Porque nós valorizamos a tolerância e a diversidade de crença, em nenhum momento da nossa análise das artes liberais nós queremos alegar que a interpretação de um cara é verdadeira e a do outro é falsa ou ruim. O que é não tem problema, exceto que nós também acabamos nunca falando de onde esses padrões e crenças individuais vem. O que significa: de onde elas vem de dentro dos dois caras. Como se a mais básica das orientações de uma pessoa em relação ao mundo, e o significado da experiência dela foram de alguma maneira <em>embutidas</em>, como a altura ou o número dos sapatos; ou automaticamente absorvida da cultura, como a linguagem. Como se a maneira que construímos significado não fosse resultado de uma escolha pessoal, intencional. Além do mais, tem todo o problema da arrogância. O não-religioso está tão certo em dispensar a possibilidade que os Eskimos tinham algo a ver com sua prece por ajuda. Verdade, há um monte de pessoas religiosas que parecem arrogantes e certas sobres suas interpretações, também. Eles provavelmente são ainda mais repulsivos que os ateístas, ao menos para a maioria de nós. Mas o problema dos dogmatistas religiosos é exatamente o mesmo do incrédulo da história: <em>certeza cega</em>. Uma mentalidade fechada que acaba num aprisionamento tão total que o prisioneiro nem sabe que está trancafiado.</p>
<p>A questão aqui é o que eu acho que essa parte de me ensinar como pensar realmente significa: ser um pouco menos arrogante. Ter uma consciência crítica sobre mim mesmo e sobre minhas certezas. Porque uma imensa porcentagem das coisas que eu costumo automaticamente ter certeza está, como acontece, totalmente errada e enganada. Eu aprendi isso da maneira difícil, assim como eu prevejo que vocês também.</p>
<p>Eis um exemplo do quão absolutamente errado é uma coisa que eu tenho a tendência de estar automaticamente certo sobre: tudo em minha experiência imediata apóia minha crença profunda que eu sou o centro absoluto do universo; a mais real, intensa e importante pessoa na existência. Nós raramente pensamos sobre esse egoísmo meio natural e básico, porque ele é tão repulsivo socialmente, mas é praticamente o mesmo para todos nós. É a nossa configuração padrão, impressa em nossos circuitos no nascimento. Pense nisso: não há nenhuma experiência que você teve em que você não fosse o centro absoluto. O mundo como você o conhece está logo ali na <em>sua </em>frente, ou atrás de <em>você</em>, à <em>sua</em> esquerda ou direita, na <em>sua</em> TV, ou no <em>seu</em> monitor, e assim por diante. Os pensamentos e sentimentos de outras pessoas devem ser comunicados a você de alguma maneira, mas os seus são tão imediatos, urgentes, <em>reais</em>.</p>
<p>Por favor, não se preocupe em pensar que eu estou pronto para te dar um sermão sobre compaixão ou altruísmo ou as chamadas “virtudes”. Não se trata de virtude. É uma questão da minha <em>escolha</em> em fazer o esforço para de alguma maneira alterar ou me livrar da minha configuração natural, impressa em meus circuitos, que é ser profunda e literalmente egoísta, e ver e interpretar tudo pelas lentes do meu ser. Pessoas que podem ajustar sua configuração natural desta maneira são muitas vezes descritas como “bem ajustadas”, o que sugiro para vocês, não é um termo acidental.</p>
<p>Dado o ambiente de triunfo acadêmico aqui, uma pergunta óbvia é o quanto deste esforço de ajustar nossa configuração natural envolve conhecimento ou intelecto real. Essa questão é capciosa. Provavelmente o maior perigo da educação acadêmica, ao menos no meu caso, é que ela reforça minha tendência de super-intelectualizar as coisas, de me perder em argumentos abstratos dentro da minha cabeça ao invés de simplesmente prestar atenção a o que está acontecendo bem na minha frente. Prestar atenção a o que está acontecendo dentro de mim.</p>
<p>Como vocês já devem saber, é extremamente difícil ficar alerta e atento, ao invés de ficar hipnotizado pelo monólogo constante dentro da sua cabeça (talvez isso esteja acontecendo agora). Vinte anos após minha própria formatura, eu gradualmente compreendi que o clichê das artes liberais sobre “ensinar você a pensar” é na verdade a abreviação de uma ideia muito mais profunda, mais séria: aprender a pensar na verdade significa aprender a exercer algum controle sobre <em>como</em> e o que você <em>pensa</em>. Significa estar consciente e atento o suficiente para <em>escolher</em> ao que você presta atenção e para <em>escolher</em> como você constrói significado a partir da experiência. Porque se você não consegue exercer esse tipo de decisão na vida adulta, você estará em apuros.</p>
<p>Lembre-se do velho clichê “a mente é um excelente servo, mas um mestre terrível”. Este, como tantos outros clichés, tão chato e sem graça na superfície, na verdade expressa uma grande e terrível verdade. Não é nenhuma coincidência que adultos que cometem suicídio com armas de fogo quase sempre atiram na própria cabeça. Eles atiram no mestre terrível. E a verdade é que a maioria desses suicidas já está morta muito antes de puxar o gatilho. E eu sugiro que é este o valor real, sem perda de tempo, que a sua educação de artes liberais supostamente oferece: como deixar de passar a sua confortável, próspera e respeitável vida adulta morto, inconsciente, escravo da própria cabeça e da sua configuração natural de ser unicamente, completamente e imperialmente sozinho, todos os dias.</p>
<p>Isto pode soar como uma hipérbole, ou nonsense abstrato. Vamos tornar isso palpável. O fato é que vocês graduandos não tem ainda nenhuma ideia do que “dia-a-dia” <em>realmente</em> significa. Acontece que existem partes, grandes partes da vida adulta americana que ninguém fala em discursos de colação de grau. Uma dessas partes envolve chatice, rotina e frustrações triviais. Os pais e outras pessoas mais velhas aqui saberão muito bem do que eu estou falando.</p>
<p>Para exemplificar, vamos dizer que é um dia adulto habitual, e você levanta pela manhã, vai para o seu trabalho desafiador, engomado, diplomado, e você trabalha duro por oito ou dez horas, e no fim do dia você está cansado e um tanto estressado, e tudo que você quer é ir pra casa e comer um bom jantar e talvez relaxar durante uma hora e então cair na cama cedo porque, é claro, você precisa acordar no dia seguinte e fazer tudo de novo. Mas aí você lembra que não tem comida em casa. Você não teve tempo de fazer compras essa semana por causa do seu trabalho desafiador, e então agora depois do trabalho, você tem que entrar no seu carro e dirigir até o supermercado. É o fim de um dia útil, e o transito está apto a estar muito ruim. Então chegar à loja demora muito mais do que deveria, e quando você finalmente chega lá o supermercado está muito cheio, porque é claro que é aquela hora do dia em que todas as outras pessoas com empregos também tentam encaixar a tarefa de fazer mercado. E o mercado está iluminado, e infundido com música de elevador ou pop e com certeza é o último lugar que você quer estar mas você não consegue entrar e sair rápido, você tem que andar por todos os enormes, super-iluminados e confusos corredores da loja para conseguir as coisas que você quer e você tem que manobrar o bagulho do seu carrinho por todas aquelas outras pessoas cansadas e com pressa com carrinhos (etc, etc, etc, estou cortando algumas coisas porque essa é uma cerimônia longa) e eventualmente você pega todos os itens do seu jantar, só que agora não tem caixas abertos o suficiente, apesar de ser a correria do final do dia. Então a fila é incrivelmente longa, o que é estúpido e enfurecedor. Mas você não pode descontar sua raiva na frenética senhora trabalhando no caixa, que é escravizada num trabalho cujo o tédio e a falta de sentido diários ultrapassam a imaginação de qualquer um de nós aqui numa prestigiosa faculdade.</p>
<p>Mas de qualquer maneira, você finalmente chega na frente da fila, e paga pela sua comida, e te mandam “ter um bom dia” numa voz que é a voz total da morte. Então você pega suas horríveis e frágeis sacolas de plástico com suas compras que estão dentro do seu carrinho, com uma roda torta que puxa irritantemente para a esquerda, todo o caminho através do estacionamento abarrotado, irregular e sujo, e então você tem que dirigir todo o caminho de volta pra casa por um transito da hora do rush, devagar, demorado, cheio de SUVs, etc, etc.</p>
<p>Todo mundo aqui já fez isso, é claro. Mas não tem sido parte da rotina de verdade de vocês graduandos, dia após semana após mês após ano. <em>Mas será</em>. E muito outras rotinas fatigantes, maçantes e sem sentido além dessa também serão. Mas essa não é a questão. A questão é que porcarias triviais e frustrantes como essa são exatamente onde o trabalho de <em>escolher</em> irá entrar. Já que os congestionamentos e corredores entupidos e longas filas de caixa me dão tempo para pensar, e se eu não tomar uma decisão consciente sobre como pensar e a o que prestar atenção, eu irei ficar brabo e arrasado toda a vez que eu tiver de ir às compras. Porque minha configuração natural é a certeza que situações como essa se tratam somente de <em>mim</em>. Sobre a <em>minha</em> fome e o <em>meu</em> cansaço e o <em>meu</em> desejo de apenas chegar em casa, e irá parecer por tudo que existe que todas as outras pessoas só estão no <em>meu</em> caminho. E quem são todas essas pessoas no <em>meu</em> caminho? E veja o quão repulsivas a maioria delas são, e o quão estúpidas e parecidas com vacas e inexpressivas e não-humanas elas parecem na fila do caixa, ou o quão inoportunas e rudes são as pessoas falando alto no celular no meio da fila. E veja o quão profundamente e pessoalmente injusto é isso.</p>
<p>Ou, é claro, se eu estiver numa versão mais socialmente consciente das artes liberais da minha configuração padrão, eu posso passar o tempo no trânsito do fim do dia com nojo de todas as enormes, estúpidas SUVs e Hummers e pick-ups V-12, queimando todo o conteúdo do seus tanques egoístas e esbanjadores de 40 galões de gasolina, e eu posso me estender no fato de que os adesivos patriotas ou religiosos sempre parecem estar nos maiores, mais repugnantemente egoístas dos carros, dirigidos pelos mais feios, mais sem consideração e mais agressivos dos motoristas. E eu posso pensar como os filhos dos nossos filhos vão nos desprezar por gastar todo o combustível do futuro, e provavelmente por foder com o clima, e o quão mimados e estúpidos e egoístas e repugnantes todos nós somos, e como a sociedade de consumo moderna <em>fede</em>, e assim por diante. Você entendeu a ideia.</p>
<p>Se eu escolho pensar desta maneira na loja e na rua, tudo bem. Muitos de nós o fazemos. Exceto que pensar desta maneira tende a ser tão fácil e tão automático que não precisa ser uma <em>escolha</em>. É a minha configuração natural. É a maneira automática em que eu percebo as partes enfadonhas, frustrantes e cheias da vida adulta quando eu estou operando na crença automática e inconsciente de que <em>eu</em> sou o centro do mundo, e que <em>minhas</em> necessidades e sentimentos imediatos são o que deveria determinar as prioridades do mundo.</p>
<p>Acontece que, é claro, existem maneiras totalmente diferentes de se pensar sobre esses tipos de situações. Nesse trânsito, de todos esses veículos parados ou andando em marcha lenta na minha frente, não é impossível que algumas pessoas nessas SUVs tenham estado em acidentes de carro horríveis no passado, e agora tem tanto medo de dirigir que seu terapeuta mandou eles fazerem de tudo, inclusive comprar uma enorme e pesada SUV para que eles se sintam seguros o suficiente para dirigir. Ou que o Hummer que cortou minha frente talvez esteja sendo guiado por um pai cujo filho pequeno está machucado ou doente no assento ao lado dele, e ele está tentando chegar ao hospital, e ele está com uma pressa bem maior e mais legítima que a minha: na verdade sou <em>eu</em> quem está no caminho <em>dele</em>.</p>
<p>Ou eu posso escolher me forçar a considerar a possibilidade que todas as outras pessoas na fila do caixa do supermercado estão tão entediadas e frustradas quanto eu, e que algumas destas pessoas tem vidas mais difíceis, tediosas e sofridas que a minha.</p>
<p>De novo, por favor não pense que eu estou dando recomendações morais, ou que eu estou dizendo que você deve pensar dessa maneira, ou que alguém espera que você automaticamente o faça. Poque é difícil. É preciso força de vontade e esforço, e se você é igual a mim, alguns dias você não conseguirá fazê-lo, ou pura e simplesmente não vai querer fazê-lo.</p>
<p>Mas na maioria dos dias, se você está consciente o suficiente para dar uma opção a você mesmo, você pode escolher olhar de maneira diferente para essa senhora gorda, inexpressiva e cheia de maquiagem que acabou de gritar com o filho na fila do caixa. Talvez ela não seja sempre assim. Talvez ela passou as últimas três noites em claro segurando a mão do marido que está morrendo de câncer nos ossos. Ou talvez essa mesma senhora é a atendente do DETRAN que recebe um salário mínimo e ontem mesmo ajudou sua esposa a resolver um terrível, enfurecedor e burocrático problema através de um simples ato de gentileza burocrática. É claro, nada disso é provável, mas também não é impossível. Apenas depende do que você quer considerar. Se você está automaticamente certo de que sabe o que é a realidade, e se você está operando dentro da sua configuração padrão, então você, assim como eu, provavelmente não vai considerar as possibilidades que não são inoportunas e deprimentes. Mas se você aprender a realmente prestar atenção, então você vai perceber que existem outras opções. Estará realmente em seu poder experimentar uma situação do tipo inferno do consumidor lotada, quente e lerda não somente de maneira significante, mas sagrada, queimando com a mesma força que criou as estrelas: amor, companheirismo, a identidade mística lá no fundo de todas as coisas.</p>
<p>Não que a parte mística seja necessariamente verdade. A única Verdade com V maíusculo é que você pode decidir como você vai tentar vê-lo. Isso é, eu sugiro, a liberdade de uma educação real, de aprender a ser “bem ajustado”. Você pode conscientemente decidir o que tem significado e o que não tem. Você pode <em>decidir</em> o que cultuar.</p>
<p>Pois aqui vai outra coisa que é estranha, porém verdadeira: nas trincheiras do dia-a-dia da vida adulta, na realidade não existe algo tal qual o ateísmo. Não existe algo tal qual a não-adoração. Todo mundo cultua. A única escolha que temos é <em>o que</em> cultuar. E a razão que talvez nos  força a escolher algum tipo de deus ou espiritualidade – seja JC ou Allah, seja o YHWH ou a Deusa Mãe Wicca, ou as Quatro Nobres Verdades, ou algum conjunto de princípios éticos invioláveis – é que todo o resto que você adorar vai te comer vivo. Se você cultua dinheiro e posses, se eles são o que te faz atingir o verdadeiro sentido da vida, então você nunca terá o suficiente, nunca sentirá que tem o suficiente. É a verdade. Cultue seu corpo e beleza e sensualidade e você sempre se sentirá feio. E quando o tempo e a idade começarem a aparecer, você morrerá um milhão de vezes antes deles finalmente sentirem pesar por você. Em algum nível, todos nós já sabemos disso. Já foi codificado como mitos, provérbios, clichés, ditados, parábolas; o esqueleto de todas as boas histórias. O truque é deixar a verdade na primeira fila da consciência diária.</p>
<p>Cultue poder, você vai acabar se sentindo fraco e com medo, e você sempre precisará de mais poder sobre os outros para anular seu próprio medo. Cultue seu intelecto, sendo visto como inteligente, você acabará se sentindo idiota, uma fraude, sempre à beira de ser descoberto. Mas a parte traiçoeira destas formas de adoração não é que elas sejam ruins ou pecaminosas, mas é que elas são <em>inconscientes</em>. Elas são configurações padrão.</p>
<p>Elas são o tipo de adoração em que você gradualmente cai, dia após dia, ficando cada vez mais e mais seletivo sobre o que você vê e como você mede valor sem nem mesmo se dar conta de que é isso que você está fazendo. E o chamado “mundo real” não irá te desencorajar de operar nas suas configurações padrão, porque o chamado “mundo real” de homens e dinheiro e poder cantarola alegremente numa poça de medo e raiva e frustração e desejo e adoração de si proprio. Nossa própria cultura atual colheu essas forças de maneiras que renderam riquezas e conforto e liberdade pessoal. A liberdade para sermos os senhores dos nossos pequenos reinos do tamanho de um crânio, sozinhos no centro de toda a criação. Esse tipo de liberdade tem muitas vantagens. Mas é claro que existem muitos tipos diferentes de liberdade, e o tipo que é mais precioso não é muito comentado no grande mundo exterior de precisar e alcançar e exibir. O tipo de liberdade realmente importante envolve atenção e consciência e disciplina, e estar apto a se importar autenticamente com outras pessoas, e a se sacrificar por elas repetidamente numa miríade de maneiras insignificantes e sem glamour todos os dias.</p>
<p><em>Isso</em> é liberdade de verdade. <em>Isso</em> é ser educado, e compreender como pensar. A alternativa é a falta de consciência, a configuração padrão, a “corrida de ratos”, a constante sensação de ter tido e ter perdido alguma coisa infinita.</p>
<p>Eu sei que isso não parece divertido e alegre ou grandiosamente inspirador da maneira que um discurso de colação deve ser. O que é, da maneira que eu vejo, é a Verdade com V maíusculo despida de todas as gentilezas retóricas. Você é, é claro, livre para interpretar isso da maneira que quiser. Mas, por favor, não dispense isso tal qual um sermão da Dra. Laura*. Nada disso aqui é sobre moralidade ou religião ou dogma ou grandes e elaboradas questões sobre vida após a morte. A Verdade com V maiúsculo se trata da vida <em>antes</em> da morte.</p>
<p>É sobre o valor de <em>real</em> de uma educação <em>real</em>, que não tem quase nada a ver com conhecimento, e tudo a ver com simples consciência; consciência do que é tão real e essencial, tão oculto à vista de todos nós, o tempo todo, que nós temos que ficar lembrando a nós mesmos, de novo e de novo:</p>
<p>“Isso é água. Isso é água.”</p>
<p>É inimaginavelmente difícil fazer isso, ficar consciente e vivo no mundo adulto, um dia após o outro. O que significa que outro grande cliché também é verdade: a sua educação realmente é o trabalho de uma vida toda. E começa <em>agora</em>.</p>
<p>Eu desejo a vocês muito mais que sorte.</p></blockquote>
<p><span style="font-size:xx-small;">* Celebridade que tem um programa sobre relacionamentos nos EUA.</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ligya.wordpress.com/167/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ligya.wordpress.com/167/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ligya.wordpress.com/167/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ligya.wordpress.com/167/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ligya.wordpress.com/167/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ligya.wordpress.com/167/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ligya.wordpress.com/167/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ligya.wordpress.com/167/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ligya.wordpress.com/167/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ligya.wordpress.com/167/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ligya.wordpress.com/167/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ligya.wordpress.com/167/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ligya.wordpress.com/167/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ligya.wordpress.com/167/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ligya.wordpress.com&amp;blog=2320267&amp;post=167&amp;subd=ligya&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Do &#8220;desapego&#8221;</title>
		<link>http://ligya.wordpress.com/2010/11/21/do-desapego/</link>
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		<pubDate>Mon, 22 Nov 2010 01:16:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ligya</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje, vou ser sincera. Vou por todos (ou quase todos) os pingos nos &#8220;is&#8221; e cruzar todos os &#8220;tês&#8221;. Não tenho mais costume de comentar abertamente minha vida num blog, mas hoje, hei de fazê-lo. Vamos ao por que. Há mais ou menos um ano e nove meses atrás conheci meu namorado. E, desde o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ligya.wordpress.com&amp;blog=2320267&amp;post=154&amp;subd=ligya&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje, vou ser sincera. Vou por todos (ou quase todos) os pingos nos &#8220;is&#8221; e cruzar todos os &#8220;tês&#8221;. Não tenho mais costume de comentar abertamente minha vida num blog, mas hoje, hei de fazê-lo.</p>
<p>Vamos ao por que.</p>
<p>Há mais ou menos um ano e nove meses atrás conheci meu namorado. E, desde o início, botei na minha cabeça a filosofia do &#8220;desapego&#8221;. Não é não gostar, por favor, não confunda. É simplesmente ter a assustadora crença, contrária a quase todos ao meu redor, de que, PASMEM!: eu sou capaz de respirar sem meu namorado do meu lado.</p>
<p>Acontece que eu já havia estado em relações, pseudo-relações, ficadas, paixões platônicas, etc. E em todas elas, eu me joguei de cabeça quando a outra pessoa nem sequer olhou pra baixo do penhasco, ou vice-versa. Fiquei muito tempo sozinha* e aprendi que sou feliz em mim mesma. Sou completa em mim mesma: não sou metade de ninguém e não acredito que eu possa ser um só com alguém. Se tenho um grande amor hoje, é porque acredito (e penso que ele também) eu sou capaz de ser feliz sozinha.</p>
<p>Sim. Nós somos um casal incomum. Não, nós não nos falamos nem nos vemos todos os dias, porque ele tem uma vida ocupada e eu também. <strong>Sim, nós saímos desacompanhados</strong>. Não me entenda mal, eu <em>adoro</em> ficar grudada no meu namorado, mas acho que faz parte do amor respeitar o espaço, opinião e gosto do outro, assim como ter tempo de dar saudade e de pensar, tanto nas besteiras que você gostaria de não ter dito, e nas coisas que você queria ouvir de novo. Faz parte sair com os amigos, fazer aquela viagem que você tanto queria  e  ir naquele barzinho com a música alta que o outro não gosta; é isso  que te faz tão interessante, afinal de contas.</p>
<p>Dessa filosofia, resulta apenas uma briga (na qual eu fiquei &#8220;de mal&#8221; por cerca de 15 minutos), nesse tempo todo de namoro. E até hoje eu sorrio feito boba.</p>
<p>Não foram poucas as vezes que escutei comentários do &#8220;tipo tô-brincando-mas-to-falando-sério&#8221; sobre como nós somos &#8220;modernos&#8221;, sobre eu estar sozinha, ou ele estar em um lugar e eu em outro. Todo mundo reclama que os amigos somem depois de começar a namorar, mas se eu continuo indo aos lugares sem meu namorado, eu sou um monstro.</p>
<p>O fato de eu ter um namoro tão tranquilo, tão leve e<em> tão certo</em> parece incomodar muita gente.</p>
<p>Pronto, falei mesmo.</p>
<p><span style="font-size:xx-small;">*Sozinha aqui é usada no sentido de solteira: eu já me senti sozinha, mas nunca me ocorreu que a única maneira de afogar tal solidão seria numa relação, seja ela semi-simbiótica ou não.</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ligya.wordpress.com/154/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ligya.wordpress.com/154/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ligya.wordpress.com/154/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ligya.wordpress.com/154/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ligya.wordpress.com/154/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ligya.wordpress.com/154/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ligya.wordpress.com/154/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ligya.wordpress.com/154/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ligya.wordpress.com/154/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ligya.wordpress.com/154/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ligya.wordpress.com/154/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ligya.wordpress.com/154/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ligya.wordpress.com/154/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ligya.wordpress.com/154/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ligya.wordpress.com&amp;blog=2320267&amp;post=154&amp;subd=ligya&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A invenção mais significativa da história</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Oct 2010 18:09:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ligya</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem-categoria]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Me peguei pensando que talvez a invenção mais cheia de significado na história seja a borracha. Não pela borracha em si, mas pelo ato de apagar, excluir, tentar esquecer. Se andou comendo demais, siga para uma clínica e apague o erro de uma vida inteira de mau comportamento alimentar. Diminua seu estômago e apague seu [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ligya.wordpress.com&amp;blog=2320267&amp;post=149&amp;subd=ligya&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Me peguei pensando que talvez a invenção mais cheia de significado na história seja a borracha. Não pela borracha em si, mas pelo ato de <em>apagar</em>, <em>excluir</em>, tentar <em>esquecer</em>.</p>
<p>Se andou comendo demais, siga para uma clínica e apague o erro de uma vida inteira de mau comportamento alimentar. Diminua seu estômago e apague seu apetite. Passe a borracha na pecaminosa vontade de comer e siga com a mesma infelicidade num corpo novo.</p>
<p>Se nasceu há tanto tempo e esqueceu de usar protetor solar, basta injetar um botox, apagar a idade verdadeira com um número novo, duas décadas mais jovem. Apagar todas as memórias e a própria identidade.</p>
<p>Se amou alguém e por qualquer motivo a relação acabar, apagam-se do coração todas as lembranças boas &#8211; tudo que se aprendeu junto &#8211; e apagam-se também todas as fotos com um clique (porque hoje foto no papel é coisa rara, mas não nego que a satisfação não se compara à de rasgar as fotos). Apagam-se todos os recados no orkut, todos os emails, todas as mensagens do celular.</p>
<p>O fato é que, ao contrário do papel, nossas memórias não ficam branquinhas e limpinhas. Você ainda vai lembrar que já foi gordo, que é velho e que já amou alguém, mesmo que você apague as evidências. E se você tentou apagar essas lembranças, algo me diz que você é bem incapaz de lidar com elas&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ligya.wordpress.com/149/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ligya.wordpress.com/149/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ligya.wordpress.com/149/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ligya.wordpress.com/149/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ligya.wordpress.com/149/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ligya.wordpress.com/149/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ligya.wordpress.com/149/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ligya.wordpress.com/149/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ligya.wordpress.com/149/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ligya.wordpress.com/149/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ligya.wordpress.com/149/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ligya.wordpress.com/149/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ligya.wordpress.com/149/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ligya.wordpress.com/149/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ligya.wordpress.com&amp;blog=2320267&amp;post=149&amp;subd=ligya&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Não entendi.</title>
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		<pubDate>Sat, 15 May 2010 22:43:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ligya</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem-categoria]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Não entendi como aquela menina, da minha idade, que passou tantas tardes comigo, jogando pipoca na frente do projetor do cinema e dando risada, teve um filho. Ou, sei lá, não entendi como ela teve um filho tão cedo. É uma daquelas coisas que você vê na TV, acontecendo na novela idiota das oito, ou [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ligya.wordpress.com&amp;blog=2320267&amp;post=141&amp;subd=ligya&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não entendi como aquela menina, da minha idade, que passou tantas tardes comigo, jogando pipoca na frente do projetor do cinema e dando risada, teve um filho. Ou, sei lá, não entendi como ela teve um filho tão cedo. É uma daquelas coisas que você vê na TV, acontecendo na novela idiota das oito, ou no jornal com as meninas adolescentes da classe baixa. Não acontece com as que cresceram com você. Talvez seja porque eu não a via fazia anos, e talvez o contraste da memória da menina de 9 anos com a realidade da menina de 20 com um bebê foi grande demais pro meu cérebro processar.<br />
Não entendi por que a amiga do meu namorado casou com 22 anos, sem ter nunca beijado o noivo na boca. Não consigo entender, nunca. Perdoe-me a falta de cafonice, mas amar não é instinto (vide mães que odeiam filhos e vice-versa), e não se aprende da noite pro dia. Até andar se aprende em etapas. Acho que casar, sem beijar, sem transar e sem testar a química não existe. Casar, beijar e transar, tudo no mesmo dia, é pular etapas, como aprender o alfabeto, a ler e escrever no mesmo dia.<br />
Não entendi como que, uma das pessoas que mais devia me amar neste mundo, é capaz de mentir por 15 anos. Acho que ensinar às crianças que pais são super heróis é correto, mas talvez fosse mais sincero ir degradando a imagem aos poucos. Porque, no fim das contas, eles são humanos. Não que eu ainda acreditasse nessa besteira de super herói, mas não deixo de ficar triste pelo meu eu de 5 anos, que se tornou o meu eu de 21&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ligya.wordpress.com/141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ligya.wordpress.com/141/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ligya.wordpress.com/141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ligya.wordpress.com/141/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ligya.wordpress.com/141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ligya.wordpress.com/141/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ligya.wordpress.com/141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ligya.wordpress.com/141/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ligya.wordpress.com/141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ligya.wordpress.com/141/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ligya.wordpress.com/141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ligya.wordpress.com/141/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ligya.wordpress.com/141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ligya.wordpress.com/141/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ligya.wordpress.com&amp;blog=2320267&amp;post=141&amp;subd=ligya&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Poster do &#8220;Alice no País das Maravilhas&#8221;</title>
		<link>http://ligya.wordpress.com/2009/11/16/poster-do-alice-no-pais-das-maravilhas/</link>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 00:24:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ligya</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem-categoria]]></category>
		<category><![CDATA[alice no país das maravilhas]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>

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		<description><![CDATA[Putz. Vou ter que ver no cinema 3D. Impossível ver num cinema normal.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ligya.wordpress.com&amp;blog=2320267&amp;post=137&amp;subd=ligya&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-138" title="poster_alice" src="http://ligya.files.wordpress.com/2009/11/poster_alice.jpg?w=360&#038;h=534" alt="" width="360" height="534" /><br />
Putz. Vou ter que ver no cinema 3D. Impossível ver num cinema normal.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ligya.wordpress.com/137/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ligya.wordpress.com/137/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ligya.wordpress.com/137/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ligya.wordpress.com/137/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ligya.wordpress.com/137/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ligya.wordpress.com/137/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ligya.wordpress.com/137/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ligya.wordpress.com/137/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ligya.wordpress.com/137/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ligya.wordpress.com/137/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ligya.wordpress.com/137/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ligya.wordpress.com/137/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ligya.wordpress.com/137/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ligya.wordpress.com/137/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ligya.wordpress.com&amp;blog=2320267&amp;post=137&amp;subd=ligya&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Somos todos joaninhas</title>
		<link>http://ligya.wordpress.com/2009/11/14/somos-todos-joaninhas/</link>
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		<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 20:46:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ligya</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem-categoria]]></category>
		<category><![CDATA[pensamentos aleatórios]]></category>

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		<description><![CDATA[Joaninhas são insetinhos bonitinhos, certo? São um dos poucos insetos que as pessoas gostam de admirar &#8211; é raro alguém gritar quando uma joaninha pousa na mão, reação muito contrária àquela que acontece quando um bicho fede-fede passa perto de alguém. É uma reação normal &#8211; joaninhas são redondinhas, bonitinhas, vermelhinhas e cheias de pintinhas, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ligya.wordpress.com&amp;blog=2320267&amp;post=127&amp;subd=ligya&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Joaninhas são insetinhos bonitinhos, certo? São um dos poucos insetos que as pessoas gostam de admirar &#8211; é raro alguém gritar quando uma joaninha pousa na mão, reação muito contrária àquela que acontece quando um bicho fede-fede passa perto de alguém.</p>
<p>É uma reação normal &#8211; joaninhas são redondinhas, bonitinhas, vermelhinhas e cheias de pintinhas, enquanto bichos fede-fede são verdes, cheios de patas e feios.</p>
<p>Acontece que, por baixo da casquinha vermelha, toda joaninha é igual a qualquer outro inseto, e este lado fica exposto assim que ela abre as asas e levanta voô.</p>
<p>E, no fundo, somos todos joaninhas. Queremos mostrar a todos o nosso lado brilhante, vermelho e cheio de bolinhas, mas quando nos libertamos e levantamos voô, o nosso lado real, a essência do que realmente nos faz sermos nós mesmos, aparece.</p>
<p>Há quem passe a maior parte da vida com as asas expostas. Há os que nunca voam por causa disso. E há ainda os que não tem medo de voar, e que conseguem fazer com que os outros vejam suas entranhas não como algo inteiramente feio. Cabe a cada um de nós decidir que tipo de joaninha queremos ver &#8211; e ser.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ligya.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ligya.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ligya.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ligya.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ligya.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ligya.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ligya.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ligya.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ligya.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ligya.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ligya.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ligya.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ligya.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ligya.wordpress.com/127/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ligya.wordpress.com&amp;blog=2320267&amp;post=127&amp;subd=ligya&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Help, I&#8217;m alive!</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 00:48:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ligya</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não quero mais brincar de gente grande. Talvez porque o fim da faculdade tá (finalmente) chegando, me vem batendo uma inquietação constante. O que fazer agora? Eu tenho meia dúzia de planos, dos mais variados, que não me apetecem de maneira nenhuma. Li uma vez numa revista que quanto maior o leque de opções, menor [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ligya.wordpress.com&amp;blog=2320267&amp;post=133&amp;subd=ligya&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não quero mais brincar de gente grande. Talvez porque o fim da faculdade tá (finalmente) chegando, me vem batendo uma inquietação constante. O que fazer agora? Eu tenho meia dúzia de planos, dos mais variados, que não me apetecem de maneira nenhuma. Li uma vez numa revista que quanto maior o leque de opções, menor será a satisfação obtida com a sua escolha. E acho que aí que mora o maior problema: temos muitas opções.</p>
<p>Há 40 anos atrás, a sequência lógica da minha vida seria faculdade (quando muito!) &#8211; casamento &#8211; dona-de-casa pro resto da vida, trabalhando de professora. Era fácil. Opressivo e meio deprimente, mas fácil. Já eu tenho diversas possibilidades: pós aqui (sem contar as diversas opções disponíves no universo de pós), pós no exterior (idem, multiplicado pelo número de países passíveis de serem morados), continuar na faculdade e graduar em design gráfico, trabalhar sem fazer nada, trabalhar durante um ano e intercâmbio no ano seguinte, largar o emprego atual e procurar outro, e, bom, não trabalhar em nada(é sempre uma possibilidade).</p>
<p>Some a isso milhões de outros fatores, tais como: pai morando longe, mãe doente e/ou dramática, preguiça e conformismo alternados com empolgação e vontade de mudança, namorado, TPM, salário, medo do futuro, amigos, problemas familiares diversos.</p>
<p>Pronto, você tem uma salada digna de buffet cinco estrelas. Mas no meu estômago só cabe uma!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ligya.wordpress.com/133/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ligya.wordpress.com/133/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ligya.wordpress.com/133/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ligya.wordpress.com/133/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ligya.wordpress.com/133/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ligya.wordpress.com/133/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ligya.wordpress.com/133/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ligya.wordpress.com/133/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ligya.wordpress.com/133/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ligya.wordpress.com/133/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ligya.wordpress.com/133/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ligya.wordpress.com/133/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ligya.wordpress.com/133/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ligya.wordpress.com/133/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ligya.wordpress.com&amp;blog=2320267&amp;post=133&amp;subd=ligya&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Could it be you&#8217;re really here?</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Oct 2009 23:09:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ligya</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É uma dicotomia. É amor versus ódio, da maneira mais peculiar. Ama-se amar, mas odeia-se amar também. Amar te faz vulnerável, te faz depender do sentimento dos outros. Te faz pensar e repensar nas suas ações, nas suas roupas, na escolha do restaurante, no jeito de falar &#8220;eu te amo&#8221;,  no jeito de beijar, nas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ligya.wordpress.com&amp;blog=2320267&amp;post=131&amp;subd=ligya&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É uma dicotomia. É amor versus ódio, da maneira mais peculiar. Ama-se amar, mas odeia-se amar também. Amar te faz vulnerável, te faz depender do sentimento dos outros. Te faz pensar e repensar nas suas ações, nas suas roupas, na escolha do restaurante, no jeito de falar &#8220;eu te amo&#8221;,  no jeito de beijar, nas coisas que você falou ou vai falar. É um tipo de stress constante. &#8220;Será que ele olhou na bunda daquela menina?&#8221;, &#8220;Com quem será que ele já ficou?&#8221;, &#8220;Será que ele acha que eu beijo bem?&#8221;, &#8220;Será que ele tá feliz?&#8221;, &#8220;Será&#8230;?&#8221;. E se ganhar respostas, estas só te apresentarão mais e mais perguntas. É pensar demais, fritar seu cérebro por causa do seu coração.</p>
<p>Mas amar também é ser brega, dizer que a pessoa amada não atrapalha seu caminho, só melhora, dar risada sozinha no ônibus, sorrir quando vê alguma coisa que marcou. É deixar o outro pagar a conta, mesmo que isso vá contra todos os seus princípios de mulher independente, é passar vergonha e achar bonito, é mandar mensagens bêbadas às 3 da manhã. É acordar de madrugada com uma mensagem inútil, e mesmo assim sorrir porque mensagens inúteis de tal pessoa nunca serão, na sua cabeça, inúteis.</p>
<p>Amar te faz vulnerável, mas te faz sonhar com o futuro, mesmo que o futuro seja o próximo final de semana inteiro dormindo agarradinho no sofá. É uma troca bem justa, considerando os sorrisos sem motivo, a breguice&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ligya.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ligya.wordpress.com/131/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ligya.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ligya.wordpress.com/131/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ligya.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ligya.wordpress.com/131/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ligya.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ligya.wordpress.com/131/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ligya.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ligya.wordpress.com/131/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ligya.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ligya.wordpress.com/131/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ligya.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ligya.wordpress.com/131/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ligya.wordpress.com&amp;blog=2320267&amp;post=131&amp;subd=ligya&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Considere.</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 02:24:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ligya</dc:creator>
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		<category><![CDATA[pensamentos aleatórios]]></category>
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		<description><![CDATA[Te fazem querer ser feliz através do trabalho, mas isso é mesmo o mais importante? Já me foi dito &#8220;feliz mesmo, você só é fora do trabalho&#8221;. Você nunca será feliz trabalhando, isso não existe. Os workaholics e as falsas promessas de felicidade (o tal do fullfilment do inglês) que se fodam.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ligya.wordpress.com&amp;blog=2320267&amp;post=129&amp;subd=ligya&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Te fazem querer ser feliz através do trabalho, mas isso é mesmo o mais importante? Já me foi dito &#8220;feliz mesmo, você só é fora do trabalho&#8221;. Você nunca será feliz trabalhando, isso não existe. Os workaholics e as falsas promessas de felicidade (o tal do <em>fullfilment</em> do inglês) que se fodam.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ligya.wordpress.com/129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ligya.wordpress.com/129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ligya.wordpress.com/129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ligya.wordpress.com/129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ligya.wordpress.com/129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ligya.wordpress.com/129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ligya.wordpress.com/129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ligya.wordpress.com/129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ligya.wordpress.com/129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ligya.wordpress.com/129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ligya.wordpress.com/129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ligya.wordpress.com/129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ligya.wordpress.com/129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ligya.wordpress.com/129/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ligya.wordpress.com&amp;blog=2320267&amp;post=129&amp;subd=ligya&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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