Help, I’m alive!
4 Novembro, 2009
Não quero mais brincar de gente grande. Talvez porque o fim da faculdade tá (finalmente) chegando, me vem batendo uma inquietação constante. O que fazer agora? Eu tenho meia dúzia de planos, dos mais variados, que não me apetecem de maneira nenhuma. Li uma vez numa revista que quanto maior o leque de opções, menor será a satisfação obtida com a sua escolha. E acho que aí que mora o maior problema: temos muitas opções.
Há 40 anos atrás, a sequência lógica da minha vida seria faculdade (quando muito!) – casamento – dona-de-casa pro resto da vida, trabalhando de professora. Era fácil. Opressivo e meio deprimente, mas fácil. Já eu tenho diversas possibilidades: pós aqui (sem contar as diversas opções disponíves no universo de pós), pós no exterior (idem, multiplicado pelo número de países passíveis de serem morados), continuar na faculdade e graduar em design gráfico, trabalhar sem fazer nada, trabalhar durante um ano e intercâmbio no ano seguinte, largar o emprego atual e procurar outro, e, bom, não trabalhar em nada(é sempre uma possibilidade).
Some a isso milhões de outros fatores, tais como: pai morando longe, mãe doente e/ou dramática, preguiça e conformismo alternados com empolgação e vontade de mudança, namorado, TPM, salário, medo do futuro, amigos, problemas familiares diversos.
Pronto, você tem uma salada digna de buffet cinco estrelas. Mas no meu estômago só cabe uma!