Could it be you’re really here?
12 Outubro, 2009
É uma dicotomia. É amor versus ódio, da maneira mais peculiar. Ama-se amar, mas odeia-se amar também. Amar te faz vulnerável, te faz depender do sentimento dos outros. Te faz pensar e repensar nas suas ações, nas suas roupas, na escolha do restaurante, no jeito de falar “eu te amo”, no jeito de beijar, nas coisas que você falou ou vai falar. É um tipo de stress constante. “Será que ele olhou na bunda daquela menina?”, “Com quem será que ele já ficou?”, “Será que ele acha que eu beijo bem?”, “Será que ele tá feliz?”, “Será…?”. E se ganhar respostas, estas só te apresentarão mais e mais perguntas. É pensar demais, fritar seu cérebro por causa do seu coração.
Mas amar também é ser brega, dizer que a pessoa amada não atrapalha seu caminho, só melhora, dar risada sozinha no ônibus, sorrir quando vê alguma coisa que marcou. É deixar o outro pagar a conta, mesmo que isso vá contra todos os seus princípios de mulher independente, é passar vergonha e achar bonito, é mandar mensagens bêbadas às 3 da manhã. É acordar de madrugada com uma mensagem inútil, e mesmo assim sorrir porque mensagens inúteis de tal pessoa nunca serão, na sua cabeça, inúteis.
Amar te faz vulnerável, mas te faz sonhar com o futuro, mesmo que o futuro seja o próximo final de semana inteiro dormindo agarradinho no sofá. É uma troca bem justa, considerando os sorrisos sem motivo, a breguice…