Skins

7 Fevereiro, 2008

Há quem compare Skins com The O.C. Essas pessoas tem, provavelmente, uma grande variedade de problemas e incapacidades mentais. Skins é possivelmente uma das melhores séries dramáticas de todos os tempos, só perde pra LOST.

Acho que o que me faz gostar tanto dessa série é que é muito fácil de se identificar com os personagens. Quem não tem amigos que usam drogas? Anoréxicos? Manipuladores? Rabugentos? Quem não vai a festas e se acaba? Quem não conhece riquinhos metidos? Skins tem tudo isso.

Enquanto o episódio do The O.C. em que o Seth fuma seu primeiro baseado rendeu muita polêmica, Sid, o nerd do grupo vai à casa de um traficante e compra 90 gramas de maconha pra revender logo no primeiro episódio de Skins.

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Skins é um festival de diferenças, mas não é muito diferente da realidade.

A série chocou muitos pais britânicos, e até deu prejuízo para a família de uma garota que deu uma festa a la Skins em sua casa, anunciada pelo MySpace dela. Isso porque o vídeo promocional da série mostra uma festa destruidora ao som de “Standing in the way of control“, do Gossip. Aliás, a trilha sonora da série é outra pérola.

Cada episódio se foca em um personagem – não muito diferente de LOST, nesse quesito – mas a série tem só 10 episódios, que são muito mais intensos, e os escritores não dão ponto sem nó: tudo tem algum motivo pra acontecer.

Os primeiros 5 minutos do primeiro basicamente nos dão as características diferenciais personagens principais (menos a Cassie): Tony, o líder confiante; Sid, o nerd (virgem) que só se fode; Michelle, a gostosona; Jal, a mal-humorada; Anwar, o muçulmano tarado; Chris, o porra-louca; Maxxie, o gay artista; Effy, a misteriosa irmã caçula de Tony. Depois nós descobrimos Abigail, a riquinha que se acha “super”; Kenneth, que não consegue decidir entre falar como mano ou como intelectual; e Cassie, a louca anoréxica. Mas eles não se definem só por isso, felizmente.

Skins é uma série sobre ser adolescente, porém isso não significa que os temas tratados sejam infantis, longe disso. Família, drogas, morte, vingança, preconceito… esses com certeza não são assuntos de criança.

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