Poster do “Alice no País das Maravilhas”
16 Novembro, 2009

Putz. Vou ter que ver no cinema 3D. Impossível ver num cinema normal.
Somos todos joaninhas
14 Novembro, 2009
Joaninhas são insetinhos bonitinhos, certo? São um dos poucos insetos que as pessoas gostam de admirar – é raro alguém gritar quando uma joaninha pousa na mão, reação muito contrária àquela que acontece quando um bicho fede-fede passa perto de alguém.
É uma reação normal – joaninhas são redondinhas, bonitinhas, vermelhinhas e cheias de pintinhas, enquanto bichos fede-fede são verdes, cheios de patas e feios.
Acontece que, por baixo da casquinha vermelha, toda joaninha é igual a qualquer outro inseto, e este lado fica exposto assim que ela abre as asas e levanta voô.
E, no fundo, somos todos joaninhas. Queremos mostrar a todos o nosso lado brilhante, vermelho e cheio de bolinhas, mas quando nos libertamos e levantamos voô, o nosso lado real, a essência do que realmente nos faz sermos nós mesmos, aparece.
Há quem passe a maior parte da vida com as asas expostas. Há os que nunca voam por causa disso. E há ainda os que não tem medo de voar, e que conseguem fazer com que os outros vejam suas entranhas não como algo inteiramente feio. Cabe a cada um de nós decidir que tipo de joaninha queremos ver – e ser.
Help, I’m alive!
4 Novembro, 2009
Não quero mais brincar de gente grande. Talvez porque o fim da faculdade tá (finalmente) chegando, me vem batendo uma inquietação constante. O que fazer agora? Eu tenho meia dúzia de planos, dos mais variados, que não me apetecem de maneira nenhuma. Li uma vez numa revista que quanto maior o leque de opções, menor será a satisfação obtida com a sua escolha. E acho que aí que mora o maior problema: temos muitas opções.
Há 40 anos atrás, a sequência lógica da minha vida seria faculdade (quando muito!) – casamento – dona-de-casa pro resto da vida, trabalhando de professora. Era fácil. Opressivo e meio deprimente, mas fácil. Já eu tenho diversas possibilidades: pós aqui (sem contar as diversas opções disponíves no universo de pós), pós no exterior (idem, multiplicado pelo número de países passíveis de serem morados), continuar na faculdade e graduar em design gráfico, trabalhar sem fazer nada, trabalhar durante um ano e intercâmbio no ano seguinte, largar o emprego atual e procurar outro, e, bom, não trabalhar em nada(é sempre uma possibilidade).
Some a isso milhões de outros fatores, tais como: pai morando longe, mãe doente e/ou dramática, preguiça e conformismo alternados com empolgação e vontade de mudança, namorado, TPM, salário, medo do futuro, amigos, problemas familiares diversos.
Pronto, você tem uma salada digna de buffet cinco estrelas. Mas no meu estômago só cabe uma!
Could it be you’re really here?
12 Outubro, 2009
É uma dicotomia. É amor versus ódio, da maneira mais peculiar. Ama-se amar, mas odeia-se amar também. Amar te faz vulnerável, te faz depender do sentimento dos outros. Te faz pensar e repensar nas suas ações, nas suas roupas, na escolha do restaurante, no jeito de falar “eu te amo”, no jeito de beijar, nas coisas que você falou ou vai falar. É um tipo de stress constante. “Será que ele olhou na bunda daquela menina?”, “Com quem será que ele já ficou?”, “Será que ele acha que eu beijo bem?”, “Será que ele tá feliz?”, “Será…?”. E se ganhar respostas, estas só te apresentarão mais e mais perguntas. É pensar demais, fritar seu cérebro por causa do seu coração.
Mas amar também é ser brega, dizer que a pessoa amada não atrapalha seu caminho, só melhora, dar risada sozinha no ônibus, sorrir quando vê alguma coisa que marcou. É deixar o outro pagar a conta, mesmo que isso vá contra todos os seus princípios de mulher independente, é passar vergonha e achar bonito, é mandar mensagens bêbadas às 3 da manhã. É acordar de madrugada com uma mensagem inútil, e mesmo assim sorrir porque mensagens inúteis de tal pessoa nunca serão, na sua cabeça, inúteis.
Amar te faz vulnerável, mas te faz sonhar com o futuro, mesmo que o futuro seja o próximo final de semana inteiro dormindo agarradinho no sofá. É uma troca bem justa, considerando os sorrisos sem motivo, a breguice…
Considere.
20 Setembro, 2009
Te fazem querer ser feliz através do trabalho, mas isso é mesmo o mais importante? Já me foi dito “feliz mesmo, você só é fora do trabalho”. Você nunca será feliz trabalhando, isso não existe. Os workaholics e as falsas promessas de felicidade (o tal do fullfilment do inglês) que se fodam.
E o frio na barriga chegou!
17 Julho, 2009
Cada dia mais perto, e parece que finalmente a ficha tá caindo: realmente vamos à Europa, armados de mochilas gigantes, pouco dinheiro, muita empolgação, câmeras digitais, roupas formais e sapatos. Ahn? É. Tenho certeza que essa é uma viagem que vai mudar a minha vida, e apesar do medo (“e se eu passar mal? E se a gente se perder? E se eu ficar muito cansada? E se o dinheiro acabar? E se a gente perder o onibus?”), em algumas horas eu paro, respiro fundo e lembro que este é um sonho de anos, e que é normal se sentir nervosa, mas vai dar tudo certo. Recentemente tenho passado por situações que me mostraram que as coisas não são tão grandes quanto parecem à primeira vista, e que tudo tem solução.
É disso que eu preciso lembrar quando chega o friozinho na barriga.
As coisas são tão maiores…
12 Junho, 2009
… que o ego machucado de certas pessoas. Me sinto como a Monica naquele episódio do Friends em que ela vai devolver a fita na locadora, e o atendente diz “são 20:02, você tem que pagar multa”. Ela retruca “de uma maneira estranha, você tem muito poder em suas mãos”.
E é assim mesmo. Muito poder nas mãos de quem não merece.
Mas existem coisas tão maiores, melhores e mais importantes do que isso. A cortina só tapa a visão de quem não consegue olhar em volta.
Sonhos viram realidade sim!
20 Maio, 2009

mamãe! D:
PS: demorou 21 anos, mas foi.
Sorria*!
5 Maio, 2009
Ultimamente tenho evitado ler revistas, porque realmente acredito que elas tenham ficado pessimistas e/ou sem matérias interessantes. Até a SUPER, que eu gostava por causa das matérias sobre tecnologia, não me impressiona mais.
Mas semana passada, fui apresentada à Sorria*. A Sorria* é uma revista editada de forma independente, ou seja, ninguém interfere na pauta, nem os patrocinadores. São produzidos 120 mil exemplares de cada edição bimensal, que só são vendidos na Droga Raia por R$2,50, preço irrisório se comparado a outras revistas por aí. E você não paga pra ler propaganda: a Sorria* é fininha, mas cheia de conteúdo, as únicas propagandas se encontram nas duas páginas iniciais e no fim da revista. De resto, é uma matéria atrás da outra.

Além do conteúdo interessante, com matérias fora do comum e programação visual maravilhosa, a Sorria* é diferente porque todo o dinheiro arrecadado com suas vendas é destinado ao GRAACC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer). Então você consome cultura de verdade e ainda ajuda uma instituição.
Para saber mais: GRAACC, Editora MOL, Revista Sorria*
Feliz, ó!
8 Abril, 2009
Sou brega, mas sou feliz.
Com cantadas de pedreiro e tudo mais.